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    Como se fazia um deputado / Caiu o Ministério! / As doutoras (Coleção Prestígio) - Introdução e dados bibliográficos por Edwaldo Cafezeiro

    França Júnior

    Ediouro
    1985
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 850061367X
    Português Brasileiro
    3.3
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    Em "Como se fazia um deputado" encontramos documentados e satirizados: as 'eleições de cacete' que, pela corrupção e violência, mantiveram os conservadores, representados pelo Marquês de Paraná, no poder de 1848 a 1862 e o processo eleitoral anterior ao reformulado pela chamada Lei dos Círculos dos Deputados (1885) em que as províncias se subdividiam em distritos e círculos. Àquela época o sufrágio direto havia excluído da votação os analfabetos, mas, como mostra o texto, nada mudou, pois votavam escravos e estrangeiros em nome de eleitores vivos, mortos e ausentes.

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    Joaquim José de França Júnior profile picture

    Joaquim José de França Júnior

    França Júnior (Joaquim José da F. J.), jornalista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 18 de março de 1838, e faleceu em Poços de Caldas, MG, em 27 de setembro de 1890. É o patrono da Cadeira n. 12 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Urbano Duarte. Foi Bacharel em Letras pelo Colégio Pedro II e em Direito pela Faculdade de São Paulo (1862), tendo começado sua carreira de dramaturgo em 1861 com duas “comédias de costumes acadêmicos”, A República Modelo e Meia Hora de Cinismo, sobre as relações entre um calouro e um grupo de estudantes veteranos. Revelou-se um continuador de Martins Pena. Em 1862, estreou no Ginásio Dramático (RJ) Tipos da Atualidade, comédia mais conhecida como O Barão de Cutia, graças à extrema popularidade do personagem do mesmo nome, um fazendeiro rico, mas rude. Dando à peça o título “Tipos da Atualidade”, o comediógrafo faz da mediocridade e do interesse as molas-mestras das relações interpessoais na sociedade fluminense de então. Utilizando-se de enredos aparentemente anedóticos, França Júnior fez de suas comédias pequenas caricaturas de aspectos variados do cotidiano e da família fluminense. Outro alvo de suas comédias é o “estrangeiro”, sobretudo o “inglês”, e os privilégios que obtém do governo brasileiro, como em O tipo Brasileiro e Caiu o Ministério!, comédias representadas em 1882. Importante como painel crítico do Rio de Janeiro no fim do século, a obra de França Júnior reforça a tradição cômica do teatro brasileiro e se caracteriza pela agilidade das falas curtas, das peças em um ato, com linguagem coloquial, jogo cênico rápido, ambiguidades e grande noção de ritmo teatral. Além de comediógrafo, França Júnior foi promotor público e curador da Vara de Órfãos no Rio de Janeiro, secretário do Governo da Província da Bahia e, como jornalista, autor de folhetins bastante populares à época, publicados em O País, O Globo Ilustrado e Correio Mercantil (reunidos em Folhetins, em 1878, com prefácio e coordenação de Alfredo Mariano de Oliveira). Escreveu cerca de duas dezenas de comédias e peças teatrais. Além das já mencionadas, destacam-se: Amor com amor se paga (1870); Direito por linhas tortas (1870); O tipo brasileiro (1872); Como se fazia um deputado (1882); Caiu o ministério (1883); Entrei para o Clube Jácome (1887); Os candidatos e As doutoras (1889). Foram reunidas em O teatro de França Júnior, 2 vols. (1980). Por volta de 1880 aprende a desenhar com o aquarelista alemão Benno Treidler. Entusiasmado com a descoberta da nova arte, frequenta como assistente a Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionava Georg Grimm. Suas diversas comédias teatrais alcançaram enorme sucesso popular. Fonte: Portal São Francisco

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim José de França Júnior