O Morro do Tubarão no Rio de Janeiro tem um novo traficante: Hashid. Conhecido como o demônio persa, este vampiro atravessa séculos de histórias e confrontos. E Gengis Khan, um importante rival desse passado conturbado, suspeita da presença dele na cidade maravilhosa e arquiteta um plano para destruí-lo. O número de mortes misteriosas aumenta, e atrai a atenção da polícia carioca, que acaba se envolvendo nesta trama de tráfico de drogas, e fabricação de armas e artigos bélicos. O confronto entre estes antigos inimigos incita o caos, o que pode tornar quase impossível manter em sigilo a existência de vampiros, até então preservada. A caçada parece não ter fim, e uma grande destruição pode estar a caminho.
Demônios da Noite -
M. K. Takenaka
Sangue, tiros e espadas!!
Dias atuais. A policia é corrupta, o tráfico controla os morros e a disputa por armas é global. Esse é o cenário perfeito para forças sombrias e inescrupulosas atuarem. O problema é que os humanos não fazem ideia do que existe nas sombras do mundo. Só que um desses segredos está bem perto de ser revelado. Ele teve sua vida poupada e escapou do fio da espada por se valer de sua astucia. E até quando a morte resolveu abraça-lo, foi com o intuito de prolongar sua vida. Hashid, o demônio persa, foi transformado em vampiro ainda quando fugia de seu algoz. Atravessou séculos de história viajando o mundo. E como se já não bastasse a sede por sangue, durante um dos períodos de sua jornada, acabou adquirindo um novo vicio. Uma nova dependência. Ele provou o sangue de homens que se drogavam e foi sobrepujado pelo seu sabor. E como não podia se dar ao luxo de se expor e precisava se alimentar de um “gado” do qual o dono não daria falta, acabou indo parar no Rio de Janeiro. Uma das maiores concentrações de drogados do mundo; devido a seu grande número de favelas. Ali, sua refeição seria farta. Com facilidade ele passou a saciar sua sede e ainda conseguia fazer dinheiro. O que ele não esperava, é que homens de valor iriam começar a apertar o cerco contra ele. Gerando assim o caos que humanos veriam como mais uma guerra ao trafico. Só que não era apenas isso. Havia mais em jogo. E o que Hashid não imaginava, era que seu algoz ainda continuava em seu encalço. Com uma narrativa envolvente, Takenaka faz você viajar por uma sequencia de ação e suspense regada a sangue. Enquanto os acontecimentos do presente se desdobram, pouco a pouco você é apresentado ao passado dos personagens, conhecendo sua história e suas motivações. O autor, mesmo em um cenário de horror, nos mostra um pouco do nosso dia a dia, nos fazendo repensar sobre ações omitidas ou negligenciadas. Como é o caso dos direitos humanos, que está sempre pronto a defender a morte de um pária, mas quando se trata da morte de um homem do Estado, que está ali para defender a população, eles se quer se manifestam aos seus familiares. Em Demônios da Noite, você se delicia com vampiros ao bom e velho estilo. Criaturas que se alimentam de sangue e que não suportam a luz do dia. Porém, em sua obra, Takenaka nos mostra como a vida pode ser irônica. Colocando nosso predador como uma peça que pode vir a não ser tão inescrupulosa como as interpretamos. Fazendo-nos pensar em como bem e mal podem ser interpretados de diferentes pontos de vista, variando a partir das situações em questão. Cubram seus pescoços e cuidado ao sair na rua ao cair da noite. As ruas não são tão seguras como você pensa.
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