A Casa de Vidro -

    Ivan Angelo

    Geração Editorial
    1980
    258 páginas
    8h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Uma loura de cabelos pretos no púbis, Seios trêmulos. O triângulo do biquíni. Bate com o revolver na cabeça da mulher... Houve protestos, proibidos - e no lugar deles nasceu o ódio. Então surgiu a Casa de Vidro, para acabar com o ódio. Histórias e mistérios, jogos de palavras. E um segredo, finalmente, revelado: está completa a metáfora. Casa de Vidro contém algumas das páginas mais espantosas da ficção brasileira. Cinco histórias cruéis sobre o Brasil moderno, um diagnóstico patético de nossa realidade

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    Profa. Dra. Thaíse Gomes11/07/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ivan Angelo no seu melhor

    "Não nos cabe julgar a História, mas dela retirar lições, a partir dela refletir" ("A casa de vidro, p. 129) Embora este livro não tenha entrado para os meus favoritos, reconheço a relevância literária dele e de seu autor para o Brasil. A antologia A CASA DE VIDRO, do mineiro Ivan Ângelo, é comporta de cinco contos, "cinco histórias do Brasil". Para críticos e leitores, este livro é um dos mais elaborados do autor, também conhecido por seu romance A FESTA. A CASA DE VIDRO reúne fatos surpreendentes aqui, reflexivos ali. Tratam-se estas de 5 narrativas cruéis sobre o Brasil moderno e eles analisam de forma crua e direta ou através de belas metáforas, o nosso país. 1. "Conquista" (fiquei um tanto constrangida após a leitura) 2. "Sexta para Sábado" (me deixou em dúvidas sobre o que eu esperava dessa obra) 3. "O verdadeiro [*****]" (Esse me deixou simplesmente pasma) 4. "A casa de vidro" (Favorito 1) 5. "Achado" (Favorito 2) De todos, os meus favoritos são "A casa de vidro" e "Achado". O primeiro porque apresenta uma atmosfera distópica, mesmo que não pós-apocalíptica, e tem clara inspiração na ditadura militar brasileira, traz a questão da constante vigilância a que estamos submetidos e a ideia de prisões com paredes de vidro; o segundo, porque traz um belo contexto histórico dos bandeirantes no Brasil e, para quem ama o Português arcaico, como eu, ele é pode ser uma ótima pedida de leitura.

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