Vitória deixou o Mosqueiro no primeiro navio que zarpou para Belém. Na capital, não voltou logo para a Batista Campos. Foi diretamente para o escritório do advogado Epaminondas na rua João Alfredo, bem perto do Lago das Mercês, um endereço nobre, como convinha a um advogado que, a vida toda, cuidava dos interesses de influente clientela, com uma banca que podia ombrear-se em prestígio com as dos Meiras, dos Conrudu, dos Chermont e dos Klautau, advogados que mantinham as melhores e mais respeitadas mesas advocatícias em todo Pará. Sempre puxando Minervina pela mão, Vitória galgou os degraus que a levariam ao andar onde funcionava o escritório de Epaminondas. Mas o fez pausadamente, sem correria, sem açodamentos. Queria chegar lá com fôlego suficiente para dizer o que, durante a viagem toda, de Mosqueiro a Belém, vinha arquitetando na cabeça. E assim foi.