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    Pé de Pilão -

    Mario Quintana

    Ática
    2000
    40 páginas
    1h 20m
    ISBN-13: 9788508060184
    Português Brasileiro
    4.3
    55 avaliações
    Leram110Lendo18Querem108Relendo2Abandonos0Resenhas7
    Favoritos7Desejados108Avaliaram55

    Cem anos passarinhando Expressões complexas na ficção e na poesia existem desde sempre, em todos os idiomas. No entanto, diversos escritores preferem soluções mais diretas, sem prejuízo da qualidade. A produção poética de Mario Quintana enquadra-se de forma exemplar nessa segunda vertente. O poeta completaria 100 anos neste ano e vem sendo homenageado das mais diversas maneiras em todo o país. Nascido em Alegrete (RS), em 30 de julho de 1906, Quintana foi um mestre da sensibilidade. Era capaz de observar e extrair matéria poética de onde pouco se esperaria colher bons frutos e soluções encantadoras: objetos, animais, sentimentos e sensações triviais. O humor é outro traço indissociável de sua produção. Sempre viveu da produção literária, ou seja, de escrever. Chegou a trabalhar como prático de farmácia, mas as palavras eram sua vocação. Aos 19 anos, ingressou na Livraria da Editora Globo, em Porto Alegre, uma das instituições mais importantes na história do mercado de livros do Brasil. Em seguida, iniciou no Estado do Rio Grande a carreira jornalística. Em 1930, militou como soldado durante a Revolução Constitucionalista, defendendo as idéias do conterrâneo Getúlio Vargas na então capital federal, o Rio de Janeiro. Atuou em outros gêneros além da poesia - como a crônica - e teve bastante reconhecimento como tradutor, sendo responsável pela edição brasileira de autores como Voltaire, Virginia Woolf e Marcel Proust. Em 1975 publicou o poema infantil Pé de Pilão. Recebeu três indicações para uma cadeira da Academia Brasileira de Letras, porém não obteve sucesso. Desiludido, retrucou em versos às sucessivas recusas à sua indicação para a prestigiada entidade, compondo o irreverente e famoso Poeminha do Contra. Nele, escreveu: Todos esses que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão... eu passarinho! Uma verdadeira legião de grandes autores admirou a poesia de Mario Quintana, desde Monteiro Lobato, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto, até, mais recentemente, Paulo Leminski. Publicou várias obras inesquecíveis, entre elas A rua dos cataventos, O aprendiz de feiticeiro, Do Caderno H e Esconderijos do tempo. Mario de Miranda Quintana, nome de batismo do poeta, morreu em Porto Alegre em 5 de maio de 1994, deixando sua biografia em versos, já que quando questionado sobre sua vida, costumava dizer: "meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão"

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    Maria Valadares picture
    Maria Valadares12/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Pé de Pilão

    Mário Quintana, gigante. Eu, leitora nata, nunca havia lido um livro dele, com isso, fui em busca desse objetivo. Fui à biblioteca da minha escola em busca de um livro de poemas, algo bem robusto, sabe? Mas havia apenas essse livro dele lá, não satisfeita, o trouxe para casa. Peguei no livro e, como uma amante desse precioso objeto, comecei o analisar, até que me deparo com a informação "livro para crianças acima de 9 anos", fiquei decepcionada. Contudo, o li. As ilustrações são lindas, só por isso a leitura já valeria, mas não só isso, como toda a história é muito preciosa. Achei tudo uma graça, até pensei, chocada e supreendida: "um dos maiores poetas do Brasil faz livros infantis". Enfim, em, literalmente, 7 minutos li o livro. Novamente insatisfeita, chamei o meu irmão, o Pedro e obriguei ele a ler (na verdade, ele nem contestou). Ele leu, debatemos o livro -já que algumas coisas não ficaram 100% claras na primeira lida- e, aqui em casa, foi consensual (entre uma jovem de 17 anos e um pré adolescente de 13) que o livro é uma graça. Essa foi uma resenha um tanto quanto lírica, eu sei, mas inspirei-me. Esse vai para a lista de livros que meus filhos lerão um dia! E como disse Érico Veríssimo no préfacio: "E se durante a leitura por acaso aparecer na história alguma palavra que vocês nunca tenham visto antes, perguntem a quem sabe o que ela significa. É assim que a gente aprende sua própria língua... e a dos estrangeiros." engulho= sensação de enjoo, náusea; ânsia de vômito. pilão= nome comum a várias ferramentas utilizadas para bater, triturar, calcar.

    21 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 55
    • 5 estrelas56%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas4%
    Mario de Miranda Quintana profile picture

    Mario de Miranda Quintana

    Mario Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

    76 Livros
    1.043 Seguidores
    Porto Alegre, Brasil

    Mario de Miranda Quintana