Este livro é uma ação, grande ação do espírito e do coração humano. Em si é ume obra de arte, pois que é de pungente emoção e de intenso, interesse. Dele disse William James, o grande filósofo: “lê-se como um romance e não é um romance”. E o Cardeal Gibbons, o grande prelado: “não me lembra ter lido nada que me comovesse tão profundamente ou deixasse em minha memória impressões mais fortes ou mais vivas”. É, pois, grande livro, e, mais, é uma grande ação. Do espírito: criou uma ciência nova, a Higiene Mental. Do coração: promoveu um intenso movimento humanitário em favor dos loucos, a ponto de merecer o seu autor o nome de “Pinel americano”. UM ESPÍRITO QUE SE ACHOU A SI MESMO tem portanto uma situação singular e excepcional, na literatura universal. Seu autor é um homem que, por três anos, de 1900 a 1903, esteve internado em hospícios de doidos, por perturbações mentais, consecutivas à gripe. “Assistiu” à luta patética, dentro de si, para reaver a razão.
Um espírito que se achou a si mesmo -
Clifford W. Beers
Companhia Editora Nacional
1967
203 páginas
6h 46m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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