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    One-Eyed Jacks - Wild Cards - Book 8

    George R. R. Martin

    Bantam
    1991
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9780553288520
    3.7
    3 avaliações
    Leram1Lendo2Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados2Avaliaram3

    The aces, jokers, and normals face a deadly new threat--Jumpers, creatures who can take over another's body at will

    Resenhas (1)Ver mais
    André Pithon picture
    André Pithon23/09/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Wildcards, em seus pontos altos, é uma interessante exploração da humanidade tomada por super poderes, com uma boa dose de horror corporal, e um poderoso aspecto político, reimaginando a história americana (com algumas olhadas no internacional) considerando a deformação trazida pelo vírus alienígena do Cartas Selvagens. Quando aceita ser político e perturbador, como no livro 6, a série brilha em excelência. Nos seus pontos baixos, carrega personagens esquecíveis e muitas vezes caricatos, tramas simples e o foco exagerado em sexo e choque. É triste voltar para a série e encontrar este segundo. O foco da trama são os “Jumpers”, adolescente capazes de trocar de corpo, e consequentemente fazer merda por aí. Antagonistas novos, claro, mas muito próximos de uma reciclagem de segunda categoria do magnífico vilão dos volumes anterior, e que parecem apenas psicopatas por serem psicopatas, sem nenhum desenvolvimento considerável na obra. A narrativa principal, focada em Jerry, um metaformo recém reintegrado a sociedade, é frágil e dispensável, em nada progride o mundo, a narrativa, nem o personagem. Em nenhum momento ele se torna simpático ou se desenvolve, e serve apenas como uma frágil cola para tudo, nem mesmo concluindo nenhuma das promessas que a história faz. Muitas dos contos não funcionam como progressão de mundo tampouco como estudos de personagem. Servem para colocar Bloat e a ilha de Rox como vilões para essa era, servem para por Blaise em holofote e transformar o merdinha psicopata em um merdinha psicopata ainda maior, e a história focada nele e em Tachyon ("The Devil's Triangle) é um ponto beeeeeeeem baixo. O grande e brilhante e magnífico ponto positivo da obra é “Sixteen Candles” de Stephen Leigh, em que pela primeira vez na série se explora a Estranheza, entidade curinga formada por três mentes, que outrora eram amantes poliamorosos e se viram amalgamados em uma aberração de carne pelo vírus. A luta interna para manter o controle e a sanidade é intrigante, os personagens são bens explorados, e tem o grande triunfo narrativo do livro, fechando algumas tramas narrativas que permeiam toda a obra. O modelo antológico nos permite encontrar alguns diamantes como este dentre o barro, mas o processo é cansativo. Ambas histórias focadas nas guerras de gangues e em seus personagens (“Snow Dragon” e Dead heart beating”) são inofensivas, servindo para posicionar certas peças para possíveis tramas futuras, e foram os outros pontos razoavelmente agradáveis. No geral, é um retorno decepcionante para a franquia, e um que me faz desejar pular essa era de Wildcards, que promete se focar em um antagonista genérico e no honestamente cansativo e pouco intrigante Blaise, e embrenhar-me nos volumes mais novos, mas sou masoquista e então vamos continuar linearmente yay.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 3
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas33%
    • 1 estrelas0%
    George Raymond Richard Martin profile picture

    George Raymond Richard Martin

    George R. R. Martin nasceu em Bayonne, Nova Jérsei, filho de um estivador, cuja família de classa operária vivia perto das docas de Bayonne. Quando jovem, ele se tornou um leitor ávido de quadrinhos de superheróis. A edição de novembro de 1968 do Quarteto Fantástico possui uma nota ao editor que Martin escreveu quando ainda estava na escola. Ele credita a atenção que ele recebeu com a carta, junto com seu interesse em quadrinhos, como sua inspiração para se tornar escritor. Em 1970, Martin recebeu sue Bacharelado em jornalismo na Universidade Northwestern, Illinois, se formando com muitos elogios. Ele depois completou um Mestrado em jornalismo, também em Northwestern, em 1971. Martin começou a escrever contos de ficção científica no começo da década de 1970, apesar de o início de sua carreira não ter sido fácil (uma de suas histórias foi rejeitada por diferentes revistas 42 vezes), ele nunca se desencorajou; anos depois ele venceria seu primeiro Hugo Award e Nebula Award por um de seus contos.

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    New Jersey, Estados Unidos

    George Raymond Richard Martin