Há muito estamos familiarizados com a afirmação freudiana de que 'a coincidência de investigação e tratamento no trabalho analítico é sem dúvida um dos títulos de glória deste último. Entretanto, a técnica que serve ao segundo contrapõe-se, até certo ponto, à da primeira'. Enigmática, passível de muitas respostas, tal afirmação produz a tensão necessária para manter interrogado o trabalho de pesquisa acadêmica do psicanalista. Afinal, trata-se de problematizar as modalidades pelas quais o psicanalista sustenta a alternância entre a exigência clínica da atenção flutuante e a produção de saber que qualquer pesquisa fisga. Trata-se de o psicanalista enfrentar o desafio de transpor a atenção flutuante para ocupar a posição de analisante e nela retornar, indo e vindo. Será possível? Por mais paradoxal que seja, quando o de que se trata nesta clínica e nesta pesquisa é a criança, outras perguntas ganham lugar.
ESPELHO, ESPELHO MEU - PSICANALISE E O TRATAMENTO -
CAMPANARIO, ISABELA SANTORO
AGALMA
2008
127 páginas
4h 14m
ISBN-10: 8585458275
Português Brasileiro
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