Efigênio Moura fez parte de uma geração de poetas que fazia da poesia um sacerdócio, com toda a dignidade sacerdotal. A poesia foi porta de entrada para a boemia, e a boemia foi essência primordial da vida do radialista e poeta. Os saberes do agricultor, morador das cidades do interior, eram a verdadeira paixão de Efigênio Moura, mas foram as ondas do rádio que serviram para amplificar ainda mais a cultura popular, a poesia de cordel, os aboios, os cantos de trabalho nas farinhadas de sua infância no povoado Porangaba, em Atalaia. No entanto, foram os cantadores de viola que tiveram presença obrigatória no programa "Bom dia, Sertão". O martelo agalopado e o martelo alagoano, unca deixaram pelas ondas do rádio, de adentrar nos lares de Palmeiras dos Índios e das demais localidades até onde as ondas da Rádio Educadora Sampaio alcançassem. O poeta Efigênio Moura, a convite de Gileno Sampaio, diretor da rário, foi trabalhar como apresentador do programa "Bom dia, Sertão", que se iniciou em 1º de janeiro de 1965. Além da apresentação, também cuidava da produção do programa, que se tornaria rapidamente o líder de audiência no horário.
A Morte do Poeta - Efigênio Moura, O Poeta-vaqueiro
José Jurandir
Edições Bagaço
2011
119 páginas
3h 58m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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