Roadie Crew #169 - Heavy Metal & Classic Rock

    Roadie Crew

    Roadie Crew Editora
    2013
    100 páginas
    3h 20m
    Português Brasileiro

    Metal também em alto e bom português O idioma inglês é largamente utilizado no mundo todo em várias áreas de atividade, e na música, especialmente no Rock e sua principal ramificação, o Heavy Metal, a língua inglesa se consolidou como padrão na forma verbal de comunicação. É uma espécie de língua universal. Tanto assim que bandas esparramadas por países de todos os continentes lançam seus trabalhos em inglês, e não tem importância nenhuma as diferenças inerentes às tradições culturais ou religiosas, nem o nível de desenvolvimento social, ou econômico, ou o regime político, etc. E isso acontece na Alemanha, na Suécia, em Portugal, na Índia, na China, no Japão, em Israel, no Irã... Aqui no Brasil não poderia ser diferente, mas temos também muita gente produzindo Rock/Heavy Metal cantado em português, e esse é um assunto que divide opiniões e gera animadas discussões no cenário nacional. São fartos os argumentos que dão validade às duas opções, sejam eles baseados em aspectos culturais ou meramente nos interesses comerciais. Alguns defendem o uso da nossa língua nativa nas letras das músicas porque isso facilita que o público entenda a mensagem passada pelo autor, mas nada impede que o fã tenha acesso ao conteúdo das composições mesmo quando escritas em inglês. O que realmente importa é a qualidade do trabalho musical desenvolvido e, independentemente do idioma, podemos ter música boa ou ruim. A sonoridade do vocal em português é mais agradável do que a maioria das outras línguas, mas para atender ao mercado internacional é inegável que usar o inglês acaba sendo mais viável. Sepultura e Angra comprovam isso com o amplo destaque que conseguiram nas suas respectivas carreiras, e são nomes reconhecidos e respeitados aqui e no estrangeiro. E tem muita gente boa permanentemente fazendo os gringos baterem cabeça, como o Krisiun, além de bandas que constantemente se apresentam em turnês pelos Estados Unidos, Europa e Ásia, como Shadowside, MindFlow, Hibria, Torture Squad e outros. É bom lembrar que grande parte da primeira geração deste cenário sempre teve seu som produzido em português, entre eles Made in Brazil e Patrulha do Espaço, que estão na ativa por várias décadas. Temos ainda os exemplos de diversos dos pioneiros que estiveram inativos mas retornaram com destaque, como Stress, Centurias, Harppia, Salário Mínimo, Metalmorphose, Golpe de Estado e Dorsal Atlântica. Há também casos como o Korzus, que começou cantando em português e mudou para inglês, e o Taurus, que fez o caminho inverso e retornou cantando em português. Nos anos mais recentes juntaram-se a essa turma que fez e continua fazendo história, grupos de extrema qualidade como Carro Bomba, Comando Nuclear, Selvageria, Baranga, Cavaleiro Dragão, e muitos outros. Mas, é uma pena que, seja em inglês ou português, os trabalhos de tantos músicos de talento não consigam obter o espaço que merecem na grande mídia. Desgraçadamente os agentes movidos pelo “jabá” insistem em saturar os olhos e ouvidos da população com os deploráveis “tchus” e “tchãs” e outros entulhos “não-sei-lá-o-que-universitário”. Airton Diniz

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