Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores39
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Visão do térreo -

    Ruy Proença

    Editora 34
    2007
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788573263893
    Português Brasileiro
    3.8
    17 avaliações
    Leram24Lendo0Querem15Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos1Desejados15Avaliaram17

    Como observa a crítica Maria Betânia Amoroso, nos poemas de Ruy Proença o eu-lírico se move no “intervalo entre morrer e fazer poesia” — daí o sentimento paradoxal de sobriedade e liberdade imagética que caracteriza boa parte deste Visão do térreo. Não por acaso, o amor, a morte, os ferimentos visíveis e os invisíveis afloram com freqüência em seus versos. Um bom exemplo encontra-se em “A invisível cicatriz”: “nascer/ é ser novinho em folha/ e já deixar cicatriz// viver/ é cobrir os outros/ de cicatrizes/ e ser coberto// mas nem tudo/ são cicatrizes// algumas incisões/ definitivamente/ não se fecham// por isso/ aliás/ morremos”. A melancolia, porém, aparece muitas vezes associada ao humor. Como no divertido “Classificados”, em que o poeta divaga por uma página dos classificados do jornal, criando um jogo surpreendente de significados, e em “O Tietê não vai ao mar”, paródia de um poema de Ricardo Reis, heterônimo de Pessoa. Mas a certeza do fim não dá sossego (“Ontem/ a morte ceifou/ mais um de nós”), o que faz com que não raro a poesia de Ruy alcance um tom apocalíptico: “Fones de ouvido verterão/ o chumbo quente das canções/ do hit-parade do inferno”. Em tais circunstâncias, a beleza — sempre difícil — surge nos pequenos detalhes inesperados. Não será esse o lugar da poesia no mundo contemporâneo?

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 17
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas53%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    Ruy Proença profile picture

    Ruy Proença

    Ruy Proença nasceu em São Paulo, a 9 de janeiro de 1957. Engenheiro de minas. Vem publicando poemas desde o final dos anos 70. Seus versos impressionam pelo lirismo meditado e perscrutador. Um lirismo que não esconde a ânsia de enxergar outros lados nas coisas, mesmo as mais simples e triviais. Publicou três livros de poesia: Pequenos Séculos (Klaxon, São Paulo, 1985); A Lua Investirá com Seus Chifres (Giordano, São Paulo, 1996); e Como um Dia Come o Outro (Nankin, São Paulo, 1999). Ruy também é tradutor. Ele verteu para o português uma coletânea do polígrafo francês Boris Vian (1920-1959): Boris Vian — Poemas e Canções (Nankin, 2001). Desde 1990 integra o grupo Cálamo de criação poética.

    4 Livros
    1 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Ruy Proença