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    Branca Como a Neve, Vermelha Como o Sangue -

    Alessandro D'Avenia

    Bertrand Brasil
    2011
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788528615050
    Português Brasileiro
    4
    91 avaliações
    Leram104Lendo4Querem65Relendo3Abandonos0Resenhas8
    Favoritos12Desejados65Avaliaram91

    Leo é um garoto de dezesseis anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”. Apesar de toda a rebeldia, ele tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer para a vida adulta que o espera. O leitor perceberá a transformação de um garoto com todas as características da juventude - rebelde, egoísta, egocêntrico - numa pessoa madura e responsável. Essa mudança começa a ser percebida quando Leo deixa de jogar o jogo decisivo do campeonato de futebol para cuidar de sua amiga doente. A convivência despertará nele o sentimento de cumplicidade e do verdadeiro amor, promoverá o debate do que é realmente o sonho e mostrará que, no crescimento emocional, é importante a presença de um orientador, um mentor.

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    João Carlos Nara Júnior picture
    João Carlos Nara Júnior11/06/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Estrelas feitas com o pó da sombra

    A chamada Literatura Young Adults tem crescido no Brasil, abordando temáticas mais apropriadas para leitores entre 14 e 21 anos. Frequentemente, descrevem o primeiro confronto do adolescente com os problemas pessoais e sociais. Acabei a leitura de duas obras do gênero, com muitos pontos de contato entre ambas, mas enormes diferenças. A primeira delas foi A Culpa É das Estrelas, de John Green. A última, Branca como o Leite, Vermelha como o Sangue, de Alessandro d'Avenia. Green é autor consagrado; d'Avenia, novato. Os dois livros saltaram para as telas do cinema. Os dois livros falam de amor e morte. Os dois livros abordam o conflito de gerações. Os dois livros falam da força da literatura. Mas como divergem na abordagem e no propósito! Alessandro d'Avenia é professor helenista, enquanto Green ostenta menos títulos nessa seara. Eis um evidente divisor de águas. Com efeito, senti um grande incômodo lendo A Culpa É das Estrelas: um pedagogo não deve só descrever, mas também orientar. Acredito que o escritor é um pedagogo, quanto mais para adolescentes. D'Avenia conduz magistralmente seu personagem à maturidade, Green, porém… Em se tratando de adolescentes, isto é, de gente que ainda está se situando na vida, o educador (no caso, o escritor) não pode presumir capacidade de reserva crítica por parte de seus ouvintes. Enquanto a obra americana cria um literato fictício, o livro italiano delicia ao trazer à tona uma constelação de textos clássicos, entre os quais destacam-se Vita Nuova de Dante Alighieri, a Bíblia e até alguns versos da poetiza Safo de Lesbos. E ensina a encontrar respostas onde tornou-se costume tropeçar na preguiça: “A gente não está habituado a resolver certos questionamentos que o Sonhador apresenta. Não tem a cabeça preparada para certas coisas. Não sabe nem de onde tirar as respostas. Porque essas perguntas que ele faz não são daquelas que você encontra no Google se digitar”. Em Bianca come il latte, rossa come il sangue, os catalizadores dessas descobertas literárias e amorosas são os adultos. D'Avenia é isento da visão de mundo de um Roald Dahl ou de um Mark Twain, para quem os jovens são sempre vítimas inocentes. O realismo de d'Avenia fica por conta da sublimação da pulsão sexual adolescente pelas exigências sacrificantes do amor, numa solução diametralmente oposta à de John Green. D'Avenia pode não esconder a intimidade dos personagens, a ponto de ser um tanto desbocado, mas não finge uma “normalidade” desinteressada. Seus personagens têm a consistência da covardia, dos azares, do pranto. E genialidade suficiente para descobrir a ambivalência desses momentos: “O pó da minha sombra é poeira de estrelas”, chega a afirmar o protagonista. (comparação completa em http://blog.narajr.net/2013/06/estrelas-feitas-com-o-po-da-sombra.html)

    4 curtidas

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    4 / 91
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas1%
    Alessandro D'Avenia profile picture

    Alessandro D'Avenia

    Alessandro D’Avenia nasceu em Palermo, em 1977. Apaixonou-se pelos livros e pelas histórias logo em pequeno. Aos 18 anos foi viver para Roma, para tirar o curso de Estudos Clássicos. Concluída a licenciatura, começa a ensinar, concretizando um sonho muito antigo. Segue-se o doutoramento, que o faz perceber que prefere o ensino à investigação, e por isso mesmo frequenta um curso de especialização nessa área. A vontade de contar histórias leva- -o a mudar-se para Milão onde estuda guionismo. Pouco depois retoma a profissão de professor e escreve Branca Como a Neve Vermelha Como o Sangue, que é de imediato aclamado pela crítica italiana.

    6 Livros
    40 Seguidores
    Sicília, Itália

    Alessandro D'Avenia