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    Touros de Morte -

    Vicente Blasco Ibáñez

    Paulo de Azevedo
    1908
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Vicente Blasco Ibáñez profile picture

    Vicente Blasco Ibáñez

    asceu em Valência a 29 de janeiro de 1867. Filho de Ramona Ibáñez e do comerciante Gaspar Blasco. Cursou os estudos de direito, na Universidade de Valência, anos nos quais pertenceu à Tuna, licenciando-se em 1888, embora sem praticamente exercer tal carreira. Dividiu a sua vida entre a política,o jornalismo, a literatura. Definia-se como um homem de ação, antes de literato. Entusiasta de Miguel de Cervantes em torno à história e a literatura espanholas. Anos depois, já sendo um dos romancistas mais famosos de então, marchou até Paris, coincidindo com o começo da Primeira Guerra Mundial. Participou em política de Brandon, caracterizando-se pelos os seus ideais republicanos e pela sua oposição à monarquia, manifestando os mesmos no jornal El Pueblo, que fundou em novembro de 1894. Foi detido em 1896 e condenado a vários meses de prisão. Entre 1898 e 1907, ocupou cadeira no Congresso dos Deputados representando o Partido Republicano, denominado União Republicana, entre o republicanismo unitário e o federalista; mais tarde, pelas suas discrepâncias com o partido, integrou-se ao Partido de União Republicana Autonomista. Recebeu a encomenda do presidente francês Raymond Poincaré de escrever um romance sobre a guerra. E esta foi Os quatro ginetes do Apocalipse (1916). O autor valenciano cultivou vários gêneros dentro da narrativa. Assim, obras como Arroz e tartana (1894), Canas e barro (1902) ou A barraca (1898), entre outras, podem-se considerar romances regionais. Ao mesmo tempo, destacam-se os seus livros de caráter histórico, entre os quais encontram-se: Mare Nostrum, O cavaleiro da Virgem, o já citado Os quatro ginetes do Apocalipse (1916), O Papa do Mar, Aos pés de Vênus ou de caráter autobiográfico como A malha despida, A vontade de viver e até mesmo Os Argonautas, na qual mistura algo da sua própria biografia com a história da colonização espanhola da América. Também se destaca A catedral, detalhado afresco dos eclesiásticos da catedral de Toledo. Morreu em Menton (França) a 28 de janeiro de 1928. Os seus restos foram repatriados cinco anos mais tarde, durante a Segunda República Espanhola, e chegaram ao porto de Valência a 29 de outubro de 1933. Embora por alguns críticos fosse incluído entre os escritores da Geração de 98, os seus coetâneos não o admitiram entre eles. Vicente Blasco Ibáñez era filho de aragoneses e produziu as suas obras em castelhano, apesar de fornecer algum conto curto em valenciano para o almanaque da sociedade El Rat Penat. Conservou uma vila na Praia da Malvarrosa de Valência, na qual debatia com os intelectuais e amigos da sua época. Esta vila, atualmente restaurada, é a "Casa Museu Vicente Blasco Ibáñez". Começa a imbricar-se na vida política de Valência ao assistir às reuniões que o partido A Bandeira Federal organizava no casinho das Juventudes Federais. Nas suas primeiras intervenções em público monstra um enorme poder de persuasão. Enfrenta-se à realidade da Valência daqueles tempos na qual o analfabetismo do povo se unia a umas condições de vida precárias, e tudo isso unido a umas crenças anquilosadas e inimigas de tudo melhoramento. Blasco Ibañez vê-se na necessidade moral de denunciar os abusos e contribuir para o progresso do povo. Ao organizar manifestações contra Cánovas del Castillo, é perseguido pela justiça e oculta-se; finalmente chegou a Paris, onde passou o Inverno de 1890 ao 1891. Escreveu crônicas do que via para alguns jornais e começou a sua etapa jornalística. Aos 16 anos já tinha fundado um jornal semanal que, pela sua minoridade, pôs a nome de um amigo seu sapateiro. Depois fundará a editorial Prometeo, ainda vigente na atualidade. Fonte: Pt.Wikipedia.org

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    Valência, Espanha

    Vicente Blasco Ibáñez