Aproveitando que eu estava na “vibe” de livros ambientados no velho oeste americano, eis que me deparei com Cheyenne Amber, uma leitura que eu havia abandonado há sete anos, e agora vejo que foi uma pena pois o livro é maravilhoso. Tudo aquilo que me incomodou eu um outro livro mais ou menos no mesmo estilo, Only His, de Elizabeth Lowell, não existe ou foi escrito de uma forma totalmente distinta em Cheyenne Amber.
A fantástica Catherine Anderson – de longe minha autora mais querida, como demonstra minha lista de favoritos aqui no Skoob-, mostra como exatamente deve ser um romance histórico com essa temática.
O ano é 1864, Colorado, onde a heroína Laura Chenney se depara com o maior desafio da sua vida naquela terra esquecida por Deus, encontrar um homem habilmente preparado para rastrear os sequestradores de seu bebê, com apenas três dias de vida. Como Laura chegou a essa situação é uma longa história em retrospectiva, e o leitor aos poucos passa a conhecer como uma linda e educada mulher, agora viúva, culminou para o desespero. É assim que ela chega até Deke Sheridan, um homem entre dois mundos, nem branco, nem índio, perigoso e temido, e eles iniciam uma trajetória de vida ou morte em busca do bebê de Laura.
É aí que a magia de Catherine Anderson acontece, a escrita sensível, envolvente, nos transporta para dentro do coração dos protagonistas e as almas de Laura e Deker são desnudadas ao leitor. Posso adiantar que o casal não poderia ser mais distinto, especialmente nos parâmetros de origem e educação, no entanto rivalizam em pé de igualdade quando se trata de coragem e resiliência. Ambos guardam uma carência que somente o amor verdadeiro é capaz de suprir. Agora, vamos combinar que Deke Sheridan é algo para suspirar repetidas vezes. Que homem maravilhoso é esse! E não é apenas o seu físico incrível e seus olhos singulares e longos cabelos, mas a sua personalidade cativante, guerreira e apaixonada. Um herói totalmente íntegro e fiel aos seus princípios.
Enfim, esse é um romance que fala que na vida as coisas não acontecem de forma acidental. Que para cada sopro de brisa, para cada gota de chuva, para cada coração que bate, há um propósito, de modo que um homem e uma mulher ao nascerem se encontram na grande e complexa tapeçaria da vida, cujo padrão é controlado por poderes além da compreensão. Amei!