Você pode ver a resenha completa aqui: http://whosthanny.com/the-middle-aisle-taylor-dean
A eletrizante parte final de Lancaster House, a mansão onde nada é o que parece ser e ninguém é inteiramente confiável.
“I want to know what happened next, Zoe. I want to hear every detail. I want to know every
facet, every aspect of your relationship with Andre Lancaster. Tell me everything.”
Após o final perturbador de Lancaster House, fomos levados a saborear um pouquinho sobre como seria sua continuação. Não que a segunda parte seja essencial--você pode, muito bem, ler o primeiro livro e ficar por isso mesmo--mas eu duvido que você consiga conter a curiosidade de saber o que realmente aconteceu com Zoe após fugir de Serenety Hills.
Sim, ela conseguiu fugir da clínica psiquiátrica em que estava para voltar para Andre, o fantasma que não pode abandonar sua mansão e seu grande amor. E, apesar de analisar tudo de uma forma racional, todos que estavam presentes em frente à mansão, tentando capturá-la no dia da fuga, não negam o espanto ao notarem que ela--surpreendentemente--sumiu ao adentrar pela porta. O mistério desta casa Vitoriana ainda não acabou.
The Middle Aisle começa com Zoe obrigada a repouso absoluto em sua cama. Ela está grávida. E o doutor Wade Channing, que acabou de alugar a mansão, está tomando conta dela. Em troca de não ser levada de volta ao hospital, ela é obrigada a ter as sessões em casa. E mais uma vez somos levados a história de Zoe e Andre.
Sei que muita gente possui um certo receio quanto à continuações (eu inclusa!), porque, de algum modo, conseguem estragar algo que gostamos no primeiro volume, ou simplesmente as coisas terminam de uma forma que não nos agrada. E confesso que The Middle Aisle foi uma grande surpresa. Consegui lê-lo mais rápido que Lancaster House. Não sei se devido aos momentos de ação serem mais presentes do que no volume anterior ou se o mistério me fez devorar páginas e mais páginas sem perceber.
A história desta vez é ainda mais instigante. Pra você que não entendeu (ou ainda não foi correndo procurar no google o que o termo significa) "middle aisle" quer dizer, ao mais ou menos como, subir ao altar. Sim! Há um casamento aqui, mesmo que de uma forma perturbadora e conturbada. Dessa vez Zoe está mais em apuros do que antes. E mais uma vez nos perdemos, mediante as suas ilusões com Andre e a situação em que ele se encontra. Dr.Channing é crucial neste livro, eu simplesmente adorei como ele foi explorado.
Logo após Zoe fugir de Serenety Hills e desaparecer na porta de Lancaster House, Dr.Wade não consegue deixar Zoe para trás. A história não só o intrigou, mas também o fascinou por completo. Ele quer, e precisa, encontrá-la a todo custo antes que ela tenha um ataque e possa prejudicar--mais ainda--a si mesma.
Ele começa então uma busca incessante a Zoe. Muita das vezes você interpreta seu zelo como uma forma de proteção, como se ele realmente quisesse ajudá-la. Mas em determinados momentos, sua atenção era excessiva e nós conseguimos encarar esses sentimentos como obsessão. Será que o grande problema estava em Wade e não em Zoe?
O mais fantástico, para mim, nesses dois livros, é como conseguimos nos colocar no lugar do próprio psiquiatra. Como somos nós, a figura expectadora, conhecendo pouco a pouco a história de uma jovem que cria fantasias com um homem que, aparentemente, não existe. Mas será que ele realmente é só uma figura de sua imaginação? Hoje em dia estamos tão acostumados com o gênero de sobrenatural, a fantasia anda tão presente em nosso dia-a-dia que você se vê torcendo para Zoe estar completamente certa sobre Andre e ele realmente existir.
Você é Zoe e ao mesmo tempo Dr.Channing, o psiquiatra cético que possui uma resposta plausível para todas as questões sobrenaturais que a rondam.
(...)But I’ll never admit that he’s here. Never again. I need him. I want him. I don’t care if he’s not real. I wish I’d never known the truth. The truth sucks. Delusions are fantastic. The world would be a happier place if everyone was allowed to live out their fantasies, live in a dream world where everything is butterflies and roses. (...)
E isso é fantástico, não? Poder, ao mesmo tempo, entender dois personagens tão distintos da mesma forma.
Acho que, se você se deu uma oportunidade de ler Lancaster House, deve (sim, deve!) dar uma chance à The Middle Aisle. Intrigante, perturbador, fulminante e arrebatador. Assim poderia defini-lo, sem medo.