Lampião, o invencivel - Duas vidas, duas mortes

    José Geraldo Aguiar

    Thesaurus
    2009
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788540901247
    Português Brasileiro
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    Fábio Martins de Souza30/07/2015Resenhou um livro
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    Lampião - O Invencível

    Recentemente comecei a me interessar por personagens que fazem parte da história brasileira. Alguns nomes começaram a me intrigar e, coincidentemente, eram nordestinos. Um dos que mais me despertou atenção foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Com isso, fui em busca de uma biografia que contasse a história dele. Sempre tinha ouvido falar dele, sua mulher Maria Bonita e de seu bando de cangaceiros que aterrorizavam o nordeste nos anos 1920 e 1930. E, como sempre foi contado, sabia de sua morte em uma emboscada feita pela polícia na fazenda de Angico, em Sergipe, no ano de 1938. Ao pesquisar um livro que contasse a história do ex-cangaceiro, me deparei com a obra Lampião – O invencível, de José Geraldo Aguiar. Ele afirma que Lampião não morreu nessa emboscada. Segundo o autor, o líder dos cangaceiros fez um acordo com o tenente João Bezerra e algumas autoridades locais e abandonou o cangaço com a família dias antes do ataque à gruta de Angico. Após essa fuga, Virgulino viveu em diversas cidades nordestinas e depois se instalou no interior de Minas Gerais, onde faleceu em 3 de agosto de 1993, aos 96 anos, na cidade de Buritis de Minas (Maria Bonita morreu também em 3 de agosto, porém o ano foi 1978). Em todos esses anos de clandestinidade, Lampião viveu sob vários pseudônimos e foi enterrado como Antônio Maria da Conceição. O autor revela conheceu Virgulino por acaso, no ano de 1992, na cidade de São Francisco, interior de Minas Gerais. Ao conversarem e se tornarem amigos, aos poucos Lampião foi revelando sua verdadeira identidade e avisou: “Só contei porque vou morrer ano que vem”. Pediu ao autor para revelar esse segredo apenas após a sua morte. Quando Lampião morreu, Aguiar começou um intenso trabalho de 17 anos de pesquisa e entrevistas com ex-cangaceiros, familiares, vizinhos e autoridades que o conheceram para reconstruir sua vida após sua falsa morte em 1938. Para dar mais veracidade à tese do autor, o livro conta com documentos falsos que Lampião usou na época da clandestinidade e tem também uma foto de Lampião aos 90 anos de idade. Pelo fato de José Geraldo Aguiar ser fotógrafo e não escritor, a leitura, em alguns pontos, fica ligeiramente confusa, mas nada muito difícil de entender. Porém, o conteúdo da obra é extremamente intrigante e revelador.

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