Impressionado-me estava ao deparar com um vocábulo tão rico, vindo de uma autora Anapolina (postulo um estado muito ostracizado em quesito cultural.) A grande utilização de mesóclise, ênclise, 2° pessoa impressiona a qualquer um que está a ler; nesta parte, não há defeito: é 10,0.
O grande problema de Onapiborh é, em primeiro lugar, um livro de grande extensão narrativa, que o torna sim, extremamente maçante nos pontos mórbidos. Dá-lo-ei um exemplo: o começo de Onapiborh. O começo de Onapiborh é ótimo, pois além da apresentação meláncolica da figura monstruosa de Drácula, e seu passado horrorizado, há o clímax logo de início: a redenção de Drácula perante as convicçõs religiosas após a morte de sua ex-esposa. É ótimo; cativa, enriquece, apresenta.
Em contra-ponto, ainda no início, mais a frente, temos diversas páginas de puro feticismo incestuoso, ao qual, perante a época ali mostrada, não é necessariamente um problema; o problema é o deslize de situacional de um momento para outro.
O romance é fraco; não é poético, não tem catarse... É só o Dracula tentando vigorosamente conquistar Onapi por seus metódos: logo de início, a Onapi já se rende. Não me impressiona.
Não é do meu feitio, logo não me agrada, mas admiro o começo e o Drácula, que sempre foi uma figura única.