Mesmo sendo informado sobre os acontecimentos na Alemanha, o Vaticano recuou perante uma condenação pública da loucura racista do nacional-socialismo. Por quê? Até há pouco tempo, as respostas a essa pergunta estavam guardadas a sete chaves nos arquivos do Vaticano. Peter Godman investigou documentos explosivos, e suas pesquisas ajudam a iluminar um capítulo obscuro na história do nacional-socialismo. Com maestria, ele descreve o jogo de forças dentro do Vaticano, revelando assim os bastidores de um erro que até se pode chamar de inevitável.
O Vaticano e Hitler -
Peter Godman
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Recomendo a leitura desse livro, uma vez que com ele percebemos que as decisões tomadas na época deve ser analisada levando em consideração as singularidades da mentalidade da época afetados por problemas financeiros, desemprego e a necessidade de achar uma solução de salvação para os problemas mundiais. Peter Godman nasceu em Auckland, Nova Zelândia, em 1955. Atualmente é professor de Língua e Lieratura latina medieval na Universidade de Roma. O autor traz uma análise das relações entre o vaticano, o facismo e nazismo e sua total aversão ao comunismo. Inicialmente expõe ao leitor como foi o contato e a experiência do Vaticano com os regimes totalitaristas, inicialmente o facismo - assim como também apresenta as diferenças entre o regime facista e o nazista, e a dificuldade de lidar mais com Hitler do que com Mussolini. O período que o livro relata gira em torno do ano de 1929 até fim da segunda guerra mundial. Godman vai concentrar sua análise em duas figuras centrais, Pacelli (futuro Pio XII) secretarário de governo de Pio XI e em Alois Hudal. Mas não deixa de trazer as análises de outras personagens que figuravam na época e que eram da confiança do Papa para a tarefa que foram incumbidos de analisarem o nazismo e ver se era condenável ou não. Muitas foram as análises e vários foram os pontos condenáveis mas a maioria das análises fugia ou era superficial ao tratar do racismo, cujo ponto só passou a ser tratado com mais afinco à partir de 1938. Hudal diferente de Pacelli queria um lugar de destaque no Vaticano, mas por não ser Italiano e não ter mãos amigas tinha dificuldades de galgar posições. Assim teve que criar suas oportunidades e fazia o possivel para está nos holofote. Suas ações, atitudes caminhavam de braçoes dados com o oportunismo. Simpatizante do nazismo, se via como a figura que deveria estreitar as relações entre o Vaticano e Hitler. Apaziguando os atos tanto de um como do outro. Pacelli que chegou de forma mais fácil ao cargo de secretário de governo, era uma figura ética, disciplinada e, foi escolhido por Pio XI ao cargo por não ter muito relacionamneto com autoridades e assim seria mais fácil de dominar. Pio XI sendo o Tutor de de Pacelli, o orientou a seguir a doutrina de Leão XIII - política da neutralidade. E esse vai ser o norteador das tomadas de decisões assim, como a concordata, assinada pelo Papa com a Alemanha, que uns especulam que fora coagido com uma arma na cabeça. Mas uma coisa é certa essa política contribuio com a ascensão de Hitler e do nazismo e com a morte de milhares de pessoas. O Papa recebia muitas informações sobre a situação das perseguições na Alemanha. Mas as atitudes tomadas era sempre realizadas em sigilosa. O santo Ofício tinha investigações, relatos, e diversas reunões onde discutiam os pontos eréticos do nacional-socialismo, e a visão de que tal ideologia tinha por fim desacreditar e acabar com a igreja na forma como ela atuava e não apenas na Alemanha como no mundo. O Vaticano sempre teve informações e convicção de que o nazismo era incompativel com o cristianismo, mas mesmo assim tentando evitar uma ruptura com a Alemanha que traria mais perseguições aos católicos e ainda apegados a crença da concordata, o silêncio a imparcialidade era resposta as atrocidades cometidas pelos nazistas evitando uma tomada de atitude mais firme diferente da que ocorrerá com o comunismo ( mas com este o Vaticano não assinou nenhuma concordata). "O símbolo mais adequado para a estratégia de ambos os papas talvez seja um avestruz um avestruz com a cabeça enfiada na areia." Pág 189
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