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    A Arte De Escrever (Coleção L&PM Pocket) -

    Arthur Schopenhauer

    L&PM Editores
    2011
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788525414649
    Português Brasileiro
    4.1
    71 avaliações
    Leram101Lendo17Querem103Relendo1Abandonos3Resenhas12
    Favoritos4Desejados103Avaliaram71

    Neste livro, o leitor vai encontrar cinco ensaios de cunho metaliterário retirados de Parerga e Paralipomena, clássicos de Arthur Schopenhauer (1788-1860). Ou seja, são textos que tratam de vários aspectos do ofício do filósofo. Em Sobre a erudição e os eruditos, Schopenhauer desfere as mais ferinas observações sobre a sua própria classe. Em Pensar por si mesmo, mostra como aqueles que desempenham o ofício da escrita ou do pensamento muitas vezes caem na armadilha de repetir ladainhas em vez de pensar pela própria cabeça. Em Sobre a escrita e o estilo, o filósofo denuncia um dos mais recorrentes subterfúgios de escritores e pensadores, que é rebuscar o texto para fazê-lo aparentar ter estilo e conteúdo. Sobre a leitura e os livros, Schopenhauer reflete sobre as benesses e os limites da leitura, e, em Sobre a linguagem e as palavras, tece considerações acerca de como os homens utilizam-se das suas línguas nativas e acerca do aprendizado de línguas estrangeiras. Embora redigidos na primeira metade do século 19, estes textos, ao tratar do mundo das letras, dos vícios do pensamento humano, das armadilhas da escrita e da crítica, continuam válidos hoje talvez mais do que nunca. Apesar de merecerem o título de textos filosóficos, pois incitam à reflexão, chamam atenção pela verve furiosa e sagaz bem como pelo humor também marcas personalíssimas do autor, conhecido pelo seu estilo pulsante de vida e inteligência.

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    Resenhas (12)Ver mais
    Rafael Passos Santos picture
    Rafael Passos Santos09/05/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Ótimo!

    Com sarcasmos perspicaz e com pontuações atemporais, a leitura foi extremamente envolvente (salvo quando o autor boladinho reclamou que o povo não lia seus livros na época). A obra se expõe em 5 textos, que podem se autônomos ou lidos sequenciados, que se monstram: 1) SOBRE A ERUDIÇÃO E OS ERUDITOS: neste texto, Schopenhauer escancara uma das coisas mais hediondas que se poderia esperar: alunos que não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir e eruditos que escrevem apenas pelo dinheiro. O resultado disso é a produção de lixo. 2) PENSAR POR SI: o autor crítica o excesso de leitura simultânea que faz com que a pessoa não pense por si só. Você já leu um livro que foi um copilado de citações? Parecido isto. A solução seria livros pontuais para corroborar com o pensamento prévio do leitor. O autor chega a dizer que a maioria dos livros são ruins e não deveria nem ter sido escritos. 3) SOBRE A ESCRITA E ESTILO: aqui o autor esbagalha tudo. Um ponto chave é ser delongado em dizer algo usando de inúmeras palavras que não traz excelência ao discurso, mas só o torna prolixo (o famoso encher linguiça). Outro ponto abordado é a falsa sensação de progresso que o novo traz. A novidade faz uma firula e logo morre. 4) SOBRE A ESCEITA E OS LIVROS: o combate aqui é contra os livros ruins, que muitas vezes são lidos e incentivados pela maioria e não passa de veneno intelectual. "Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curtq, o tempo e a energis são limitados." 5) SOBRE A LINGUAGEM E AS PALAVRAS: a impossibilidade de traduzir com perfeição deveria ser nosso estímulo para conhecer línguas novas. Schaeffer finaliza, de forma sintética, afirmando que o conhecimento de novos idiomas (principalmente os clássicos) nos faz alimentar o espírito intelectual. Não é apenas palavras a ser conhecidas, mas definições sendo decifradas e enriquecendo a compreensão do poliglota.

    15 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 71
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas1%
    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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    Arthur Schopenhauer

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