Fiz a leitura de maneira despretensiosa, não esperava muita coisa. Lembrava de tê-lo lido anos atrás, mas a história já havia me fugido da mente. Essa segunda leitura foi uma boa surpresa e mais proveitosa que a primeira.
Não é apenas um conto de aventura e sobrevivência, há notas de comédia, ousadia... Robison foi excepcional em suas atitudes durante os mais de 27 anos de naufrágio na ilha. Ele era engenhoso, paciente, racional e muito estratégico. Manteve a civilidade e o caráter, aspectos que eu estava bem receosa dele manter frente a chegada dos canibais e de outras vítimas. Isso me veio a mente porque estava associando com o livro "O senhor das moscas", uma obra que trata de um naufrágio envolvendo adolescentes e crianças, nesse caso a queda da civilização foi tão rápida entre eles que cogitava algo assim aqui, equívoco meu, Robison foi racional do início ao fim.
Eu achei o final lindo e comovente, com acontecimentos justos para o Robison e para o Sexta-feira, o nativo da ilha vizinha que Robison salvou dos canibais. O convívio dos dois incrementou na história e as várias passagens envolvendo o Brasil me alegraram muito (sei lá, apenas gostei de ver meu país sendo alvo da história Kkk).