O Violoncelo, uma trajetória de acasos e mistério - Um antigo violoncelo, na posse de leigos que o desprezavam, é adquirido por um músico norte-americano que o tocou algum tempo em uma orquestra sinfônica no Brasil. A partir daí, se inicia, com ajuda de um jovem violinista brasileiro que faz estudos de pós-graduação nos Estados Unidos e, principalmente, de sua esposa, que se especializa em história da arte, uma busca obstinada pela autoria do instrumento. Um famoso luthier, responsável por sua recuperação, não consegue decifrar marcar nele existentes mas, em uma tela com que foi presenteado e que retrata uma camerata, são encontrados elementos sinalizadores. Informações bibliográficas sobre pintores e luthiers italianos do Século XVIII criam um quadro referencial para o direcionamento dessa motivante investigação. Num retorno aos eventos iniciais são recriados os ambientes de fabricação do violoncelo e da pintura da obra que a ele faz referência, bem como às suas respectivas trajetórias da Itália para o Brasil e para os Estados Unidos. A descoberta da autoria em pesquisas histórias conduzidas em Cremona e Veneza, leva o instrumento a uma valorização de milhões de dólares. Todavia, algo surpreendente está reservado para o leitor que se depara com um final emocionante. Esta obra, misto de ficção e realidade, arrebata o leitor e o conduz a uma fantástica viagem através dos últimos séculos, deixando-o curioso, emocionado, feliz e, principalmente, mais culto. A riqueza de detalhes e a fidedignidade oferecem, a cada capítulo, uma viva ambientação com lugares impregnados de história e arte, além de uma intimidade com personagens que impressionam por sua realidade. Ao tratar de aspectos artísticos tão distintos e interessantes, a obra assume um caráter universal que encantará quem tiver o privilégio de desfrutar da sua leitura. A trama se desenrola em uma atmosfera de mistério que magnetiza e compele à busca pelo desfecho, que não poderia ser mais surpreendente e emocionante. O leitor vê-se tomado pela impressão de um autêntico "thriller" e, quando virar a última página, nas palavras do violinista Rucker Bezerra: " ...sentir-se-á feliz por ter tido um raro prazer estético".