Juventude em perigo -

    Henri Joubrel

    Editora Flamboyant
    1961
    131 páginas
    4h 22m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A autoridade do autor basta por si só para recomendar a sua obra. Segundo ele, um dos grandes males na formação da juventude atual está na incompreensão dos educadores. O jovem é o grande incompreendido, daí a facilidade com que descamba para o desajustamento social. Ele diz: "A infância, e sobretudo a adolescência, são períodos de delinquência. Mesmo quando atingem "a idade da razão", o menino ou a menino não tem uma maturidade suficiente para compreender todo o alcance dos seus atos. Ainda, receptiva, egoísta, a criança, em seu trabalho de conquistar um lugar no mundo, está submetida a impulsos mais vivos e mais irresistíveis que os de um adulto. Quase todos os jovens, num ou noutro momento de seu crescimento, transgridem a "lei penal". Mas com tato e compreensão, o jovem pode ser levado aos cumes do ideal, porque é radicalmente idealista. A palavra de Ivonne de Chauffin que abre as páginas desse livro é plena de sentido: "A delinquência é uma linguagem de desespero que o jovem emprega para consigo mesmo e para com os outros". De fato, quantas vezes os atos delituosos de um adolescente não são mais do que um grito de desabafo, senão de revolta, contra a tirania, a incúria ou a irresponsabilidade daqueles que o deveriam guiar pelas sendas do bem. Se não houver quem o ajude a canalizar para a virtude essas energias latentes em sua alma, ele as orientará, via de regra, para o vício, e isso não deixará de provocar delinquências deploráveis na sociedade. O jovem nem sempre é culpado. A culpa vem de longe, vem de cima. É fruto do ambiente ou da educação recebida.

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