Resenha de Casa de Pensão
Resumo: Uma obra naturalista que tem Amâncio e suas paixões como enfoque. Um jovem rico, tolo e cobiçado por amantes e amigos questionáveis. A obra trata de adultério, vício, moléstias e corrupção em uma sociedade do século XIX que irrita quem lê. Baseado em uma história real, o caso capistrano, Casa de Pensão é uma obra da escola naturalista, tendo como autor um dos principais representantes: Aluísio de Azevedo. Conhecemos Amâncio de Vasconcelos, um jovem burguês do Norte que resolve seguir com seus estudos na desejada capital, Rio de Janeiro, tendo em vista também as paixões que ali poderia viver, assim como nos livros que lia aos 15 anos. Contudo, a jornada estudantil perde destaque na vida do provinciano quando se tem amores para serem vividos. Com um determinismo característico, há uma crença de que suas moléstias e desvios de caráter são fruto de uma amamentação que recebeu de uma negra… Tal ideia foi levada em diante quando seus ‘instintos animalescos” se reverberam, principalmente quando a questão é moléstia e desejar a mulher do próximo. Amâncio possui três pessoas românticas: Dona Hortência, mulher de Luís Campos, amigo do jovem; Lúcia, uma hóspede da casa de pensão em que também se hospedou Amâncio; e finalmente, Amélia, irmã de João Coqueiro, marido de Madame Brizart, dona da casa de pensão. O livro narra as aventuras de um jovem tolo, ambicioso e insistente, posso dizer que não teve nenhuma amizade ou relação que não fosse motivada pelo interesse em sua fortuna herdada. E entre amores proibidos e tentativas frustradas de casamento — nenhuma delas, claramente, vindas de Amâncio —, o jovem em seu auge, após a inocentação a cerca de uma possível "desfloração não consentida" sobre Amélia, tem seu fim com um tiro à queima roupa partido de um possível e descartado cunhado frustrado com o andar do trem, João Coqueiro.

