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    O Manequim e o Rouxinol -

    António Torrado

    Edições Asa
    2003
    50 páginas
    1h 40m
    ISBN-13: 9789724102542
    Português
    3
    2 avaliações
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    Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, António Torrado é por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. A sua bibliografia regista actualmente mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças. Entre outras distinções ao longo da sua já longa carreira de escritor, António Torrado foi galardoado, em 1988, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças «pela qualidade do conjunto da sua obra literária», facto que só por si justificou a criação desta Biblioteca com o seu nome, onde se irão reunindo as várias obras do autor no domínio da literatura infanto-juvenil. O Manequim e o Rouxinol, agora em 5ª edição (1ª em 1987),é mais um dos títulos clássicos de António Torrado que a partir de agora passam a integrar a sua Biblioteca. Originalmente publicado na "ASA Juvenil", este título é agora reimpresso com novo formato, adequado à nova colecção, mantendo contudo as ilustrações originais.

    Resenhas (1)Ver mais
    Heidi Gisele Borges picture
    Heidi Gisele Borges04/07/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Recebi O Manequim e o Rouxinol (Edições Asa) da autora portuguesa Valentina Silva Ferreira quando esteve no Brasil no fim do ano passado – ela trouxe muitos livros de escritores portugueses, fiquei bem feliz! Essa é um pequena obra de 50 páginas composto por sete contos. Contos simples e belos. Inicia-se com uma apresentação bastante encantadora sobre o livro. Não o livro que tem em mãos, primeiramente, mas qualquer livro, a forma de se ler, como ele funciona. Aí sim, ao fim do texto há o convite à leitura do volume. O primeiro conto, As Maravilhas do “Circo Maravilhas” é a história de um espectador que só reclama de todas as atrações. Tudo, para ele, é sem graça. E os outros, que também assistem, o convidam a se retirar. Ele sai e em casa tem uma surpresa. O Caracol Caracolinho quer falar com a rainha, mas nunca consegue, sempre alguém diz que ele precisa de algo para ter com ela. Uma hora é porque não tem audiência marcada... Mas, por ser pequeno, sempre dá um jeito de passar ao próximo obstáculo, que diz que não poder entrar porque não tem um traje adequado, mas lá segue o Caracol. Até que, enfim na sala do trono, alguém o pega e o joga para fora, horrorizado por um caracol estar ali. Mas o destino é muito bom para o pequeno. Em A Flor, a Borboleta e a Menina vemos a discussão entre uma borboleta e a flor, que, orgulhosa, não permite que a outra pouse e descanse, mesmo que ela lhe peça licença. Entre discussões sobre a vida das duas, chega a menina, que não pede licença. O último, que dá título ao livro, fala sobre o manequim que só queria ficar em frente ao espelho, se admirando, enquanto lhe colocavam as roupas para provar. O rouxinol, que morava em uma gaiola entre o manequim e o espelho, só desejava ser livre e pedia isso à colega de quarto, que nunca tinha tempo para ajudá-lo, pois sempre tinha algo a fazer. Num dia era um baile, noutro seu casamento... Enquanto todos na sala achavam que o pedido de socorro do pássaro preso era uma bela melodia. Não conhecia o autor António Torrado (1939), e o primeiro contato através de O Manequim e o Rouxinol – ele já escreveu mais de 120 livros! – foi bem bacana. São histórias rápidas, poéticas, com várias ilustrações, que trazem um fundo de ensinamento típico das fábulas. E adoro ler no português de Portugal, é uma língua tão bonita, e geralmente os livros são tão bem escritos. Gostei bastante, é uma obra encantadora! Leia!

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