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    Simuum - O Rapto do Sol

    André S. Silva

    Kindle Direct Publishing
    2014
    506 páginas
    16h 52m
    Português Brasileiro
    5
    5 avaliações
    Leram4Lendo1Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos1Desejados5Avaliaram5

    "SIMUUM - O Conto do Sol" retorna nesta segunda edição com novo título, nova capa e texto completamente revisado. Esta odisséia de amor e aventura ocorre em Zhaya, uma terra assombrada pelo legado de uma guerra que dividiu os homens, muitas gerações atrás. De tempos em tempos, Nokembe, o Feiticeiro, último sobrevivente desta Era, surge com seu rosto nas nuvens sobre uma das cidades de Zhaya e ali escolhe uma jovem para lhe servir de tributo. Um sacrifício de medo e sangue em troca de paz para todos os povos. Muito tempo se passou desde a última vez que Nokembe pousou no pequeno vilarejo de Badangwa para cobrar seu preço. Okan e Maferi, hoje noivos, eram apenas crianças travessas. Tudo parecia estar em paz, quando vozes na tempestade avisam que o Feiticeiro está voltando - e está sedento pela vida de Maferi. Porém, desta vez há um que decide enfrentá-lo. Quando seu amor por Maferi leva Okan a desafiar o poder de Nokembe, a ira do Feiticeiro é despertada, desencadeando uma força que ameaçará não só a vida do casal, mas de toda Zhaya. Pois naquela noite, Nokembe aprisiona o Sol em seus domínios no oeste, condenando o mundo a uma existência sob luz ou trevas eternas, paralisando assim o próprio tempo com seu veneno. Acreditando ser o único capaz de destruir o Feiticeiro, Okan viaja do leste para o oeste, da noite profunda a manhã radiante, cruzando savanas, desertos, e cidades perdidas. Nesta jornada, onde quase nada é o que aparenta ser, muitos perigos o aguardam até que Okan alcance o refúgio de Nokembe, confrontando-o em um final explosivo – e surpreendente.

    Resenhas (4)Ver mais
    Nil Lima picture
    Nil Lima08/04/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma aventura fantástica original e eletrizante!

    Toda a terra de Zhaya era há anos e anos atormentada por uma terrível ameaça: o feiticeiro Nokembe, que desde os tempos remotos se alimenta do medo dos habitantes de seus domínios. Para que os povos possam viver em paz ele faz uma barganha nem um pouco altruísta: que uma das jovens das aldeias seja entregue a ele numa espécie de sacrifício, a cada vez que ele aparecesse e entoasse seu nome. Obviamente, os povos ficavam desolados com a perda de garotas tão amadas, o que apenas contribuía para que o poder do Feiticeiro aumentasse mais e mais, ao ser nutrido com o terror. Desde o começo, fiquei pensando como nós mesmos também agimos como o povo de Zhaya, nos acostumando a uma relativa paz enquanto alimentamos toda a sorte de mal e corrupção que assola a nossa sociedade, desde que ele não nos atinja diretamente. Claro que, por aqui, não há um terrível rosto que aparece entre as nuvens de uma tempestade, mas o ato de se conformar com tudo de ruim que parece ser apenas uma "ameaça distante" é exatamente o mesmo que podemos conferir em "Simuum". Só que, no caso da história em questão, um dia o Feiticeiro resolve escolher como tributo a amada de Okan, um jovem caçador do vilarejo de Badangwa. Seu grande amor pela jovem não permite que ele simplesmente deixe que o Asimane (o Feiticeiro) a leve. Como vingança pelo ato corajoso e imprudente do caçador, Nokembe usa toda a sua magia do mal para roubar dos habitantes de Zhaya um recurso fundamental: a luz do próprio Sol, que simplesmente fica congelada num dos hemisférios. É durante um terrível caos com a ausência do Sol que Okan parte do conforto de seu "mundinho", crendo que só ele poderá ser capaz de restaurar a ordem da natureza ao destruir o Feiticeiro. A príncípio, cheguei a pensar que esta seria apenas uma aventura de mais um clichê de herói, porém, no decorrer da leitura, descobri que o foco principal é o poder de uma amizade verdadeira frente aos maiores desafios, e também a força que o amor verdadeiro pode possuir quando uma pessoa é capaz de um gesto realmente abnegado. Uma das coisas que fez com que eu simpatizasse com o Okan é o fato de que, ao longo da jornada, ele foi aprendendo diversas lições, de acordo com suas escolhas certas ou erradas. Não é o tipo de "herói pronto", nem um protagonista desprovido de falhas, coisa que admiro muito nos personagens de uma obra bem escrita. Também me encantei com o Tsembo e o Kref, o leão e o chacal que acompanham o Okan ao longo de sua aventura. Obviamente, admirei muito a força, a coragem e a esperteza da Maferi (e mais ainda quando terminei a leitura!) Gostei da construção dos personagens em geral, todos tem personalidade única e encantadora, o autor está de parabéns! O ponto forte da trama, na minha opinião, é a autenticidade da fantasia explorada pelo escritor ao longo da narrativa. Ambientada num clima africano, traz um tipo de lendas que não é muito explorado pela literatura. Eu me encantei de verdade, não foi muito difícil imaginar toda a beleza de Zhaya em suas terras ricas em natureza. Fiquei com vontade de conhecer tal lugar, de verdade! E quanto ao final... nem sei o que falar! Fui completamente surpreendida. Fiquei mais ou menos assim: Queria poder descrever nos mínimos detalhes tudo o que senti com essa leitura, mas temo que o post ficaria quilométrico e eu acabaria deixando escapar um milhão de spoilers. Para evitar desconfortos, apenas garanto que é um livro de ótima qualidade, asseguro que você vai se deliciar do início ao fim. Portanto, caro leitor, alado meu, não perca a oportunidade de passar lá na Amazon e baixar o seu exemplar, ele estará de graça apenas por tempo limitado!

    4 curtidas

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    André S. Silva profile picture

    André S. Silva

    Carioca, funcionário público, estudante de Letras na UFRJ. Começou na literatura ainda no final dos anos 90, escrevendo fanfictions inspiradas no seriado Arquivo X. Foi colaborador da OTP Filmes na roteirização de curtas-metragens e teve contos premiados no Desafio Literário 2011 e no Prêmio Henry Evaristo de Literatura Fantástica 2012, ambos pelo site A Irmandade. Pela Editora Draco, participou das coletâneas "Dragões", "Solarpunk" e "Excalibur".

    5 Livros
    2 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    André S. Silva