Como pode eu amar tão profundamente o primeiro livro e ODIAR com tanto desprezo esse último? Não tenho sequer como descrever o quão frustrante é ver uma história e, principalmente, uma escritora com tanto potencial entregar um produto final tão medíocre. Fico me perguntando se a Alma Katsu, após finalizar os dois outros livros da trilogia, se negou a escrever o terceiro, e então a editora interessada nos ganhos da série, entregou o projeto nas mãos de qualquer um.
OU PIOR, penso se a própria Katsu se prestou a escrever isso e, num lapso de consciência, se arrependeu de ter criado um vilão tão violento e demoníaco, que decidiu de bom tom alterar toda a construção da trama afim de suavizar e mitificar os pecados cometidos nos outros livros. O que por si só é extremamente decepcionante, sendo que o grande atrativo dessa série é a valsa de profanação e amor doentio que acontece nas coxias de cada capitulo, além, também, da obscenidade crua com que os personagens, desde os principais até os figurantes, exploram a luxúria e devassidão com um fervor apaixonado.
Infelizmente, o potencial foi destruído. Esse livro é fraco, mal construído, não condiz com NADA do que foi estabelecido nos outros dois livros e um péssimo final para precedentes tão bons! Com muito pesar, finalizo essa trilogia, e tal como a editora Novo Conceito ignora a existência desse volume, se negando a traduzir e distribuí-lo no Brasil, eu me farei de tão cega quanto.
Esse livro não existe. É um delírio da autora, e com isso dou por encerrada e enterrada essa conclusão. Que fique tão morto e esquecido quanto Jonathan deveria ter ficado, desde o primeiro livro.