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    As confissões de Lúcio -

    Fernando Monteiro

    Francis
    2006
    213 páginas
    7h 6m
    ISBN-10: 8589362426
    Português Brasileiro
    3.4
    15 avaliações
    Leram32Lendo0Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados9Avaliaram15

    ''Seria o caso agora, de ter que investigar cada papel de Graumann? Meu Deus, ir em busca, agora do positivo e da contra-prova, o negativo possível de cada anotação que vai necessitar de agora em diante, de algum tipo de autentificação (ou sei lá o quê) subitamente necessária? Seria o imprescindível o exame em busca de sinais de legitimidade em todos os autógrafos verificados, contextualizados, vistos contra a luz da marca d´água de algum copo do qual, um dia, havia se derramado o suco aguado do coco, o líquido misteriosa da coca sobre os manuscritos de um Nobel?''

    Resenhas (1)Ver mais
    tiago alvez picture
    tiago alvez06/08/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A bisonha vida literária brasileira.

    Segundo volume da trilogia sobre a vida e obra fictícia do escritor Lucio Braun Graumann, ganhador do primeiro nobel brasileiro, que morre antes de receber o prêmio em Estocolmo. escrita por Fernando Monteiro. Fernando Monteiro é um escritor extremamente rabugento e por causa disso acaba sendo extremamente hilário acompanha-lo destilando o seu mau humor e rabugice nas descrições da vida literária brasileira, com um foco especial para o Ariano Suassuna(velho desafeto pessoal, desde os anos 70), e toda vez que ele era invocado era motivo de riso certo, mas o Ariano não era o único alvo, toda a imprensa e acadêmia brasileira de letras não são poupadas das críticas do autor. O livro é narrada de forma caótica, alternando vários estilos e até mesmo gêneros literários, passando da crônica, crítica literária e páginas e páginas de diálogos rápidos, lembrando uma peça de teatro, (no primeiro volume se encontra até mesmo um longo poema "escrito" por Graumann), o que de certo modo não me agradou tanto, mas nada tão complicado que faça a pessoa ficar sem entender a trama e o objetivo no qual ele se propõe.

    7 curtidas

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    Avaliações

    3.4 / 15
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas7%
    • 3 estrelas47%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas7%
    Fernando Monteiro profile picture

    Fernando Monteiro

    É bacharel em Ciências Sociais e estudou Cinematografia em Roma (Itália). Estreou como poeta com o poema longo Memória do Mar Sublevado (Editora Universitária), em 1973. No ano seguinte, a mesma editora lançou a sua peça teatral em dois atos O Rei Póstumo, distinguida com o Prêmio Othon Bezerra de Melo, da Academia Pernambucana de Letras, em 1975. Seu livro de poemas Ecométrica conquistou o prêmio nacional da UBE/Rio, em 1984, e foi elogiado por Camilo José Cela (Prêmio Nobel 1989), em artigo crítico publicado na Espanha, e republicado no jornal "Diário de Pernambuco". Em 1984 publica Hiléiade (poesia) pela Editorial dos Reis (Portugal) e A Interrogaçao dos Dias (poesia) pela Edições ENCONTRO, Gabinete Português de Leitura. Após incursionar pelo cinema, como autor de documentários e filmes culturais de curta-metragem (alguns indicados, oficialmente, para representar o Brasil em festivais internacionais de filmes curtos no México, na Alemanha e na Polônia), Fernando Monteiro publicou dois romances premiados no Brasil e em Portugal: Aspades, ETs, Etc e A Cabeça no Fundo do Entulho (Prêmio Revista BRAVO! de Literatura 1999). Depois de lançado pela portuguesa Campo das Letras (Porto), Aspades, ETs, Etc foi lançado no Brasil, em 2000, pela Editora Record, e, ainda relançado -- no formato e-book -- pela Editora Cesárea, em 2014, ano em que figurou entre os sete livros de "Literatura brasileira" votados como os melhores do ano, pela escolha dos colunistas e críticos colaboradores da Revista Amálgama - Atualidade & Cultura: ☀http://www.revistaamalgama.com.br/12/2014/melhores-livros-2014 É também autor de A Múmia do Rosto Dourado do Rio de Janeiro (2001), O Grau Graumann (2002) e As Confissões de Lúcio, de 2006, primeiro e segundo volume da "Trilogia Graumann") - cujo personagem central é Lúcio Graumann, gaúcho de Santa Cruz do Sul que Monteiro criou, ficcionalmente, como o primeiro brasileiro laureado com o prêmio Nobel de literatura, além do livro de contos Armada América, finalista do Prêmio Brasil/Telecom, em 2004. Em julho de 2005, o romancista pernambucano - que também colabora, como articulista, em jornais e revistas como Continente Multicultural - iniciou a publicação de O Inglês do Cemitério dos Ingleses, em capítulos mensais (à maneira do chamado "romance-folhetim" popular no século XIX) nas páginas do caderno "Viramundo" do jornal literário Rascunho. Em outubro de 2008, Fernando Monteiro fez a sua estréia como autor também na área infanto-juvenil, com O Nome de um Hamster. Em 2009, publica em livro o poema longo Vi uma foto de Anna Akhmátova pela Fundação de Cultura Cidade do Recife. Em 2012 publicou com tiragem limitada/numerada o livro de poemas Mattinata (co-edição Edições Nephelibata, de Santa Catarina, e Sol Negro Editora, do Rio Grande do Norte). Em maio de 2013, foi anunciado vencedor do primeiro Prêmio Pernambuco de Literatura, na Categoria Romance, com O Livro de Corintha. Fernando Monteiro também exerce a crítica de arte: é autor do livro Brennand (premiado pela Funarte, em 1987), foi apresentador de exposições internacionais em Berlim e no Porto, atuou como jurado de salões de arte e desempenhou atividades de curador (galerias Espaço Vivo e Estúdio A), na década de 1990.

    12 Livros
    1 Seguidor
    Pernambuco, Brasil

    Fernando Monteiro