
A obra de Sílvio Romero, desde os primeiros ensaios publicados em periódicos do Recife, na década de 1870, situa-se sob o signo do embate e da polêmica, e estende-se desde a poesia, crítica, teoria e história literária, folclore, etnografia, até estudos políticos e sociológicos. Em 1904, através de carta, respondendo um questionário feito por João do Rio para a imprensa carioca, Romero afirma: “Em mim o caso literário é complicadíssimo e anda tão misturado com situações críticas, filosóficas, científicas e até religiosas, que nunca o pude delas separar”. Com relação à poesia, teve breve carreira, e vincula-se à terceira geração do Romantismo, influenciada pela obra de Victor Hugo. Terminou a carreira poética com “Últimos harpejos: poesia”, em 1883. Sílvio Romero foi um dos membros-fundadores da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado a cadeira 17.