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Registro de Comunicações com Inteligência Mecânica Autônoma Estabelecido (MONITOR FORERUNNER)... Iniciando tradução de inteligência artificial em 3... 2...
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transcription.on(“De acordo com os registros presentes em meu banco de dados, sugiro que os leitores encham seus cantis e preparem-se para uma longa jornada, pois a Editora Planeta apresenta aos humanos da Terra a continuação da trilogia épico-estelar baseada na série de jogos Halo. Por mais que o título cause estranheza, a sequência d’“A Saga dos Forerunners”, escrito por Greg Bear, chama-se Halo: Primordium, uma sequência que se configura como peça primordial de uma narrativa ainda maior.
Por mais que isso esteja implícito, vale ressaltar que essa resenha pode possuir spoilers a respeito do primeiro livro, Halo: Criptum (cuja resenha pode ser lida clicando aqui). Sendo assim, continue a leitura apenas caso você já tenha lido o primeiro livro, ou se não se importar com a possibilidade de se deparar com spoilers sobre a trama do primeiro livro.
Excetuando-se alguns pequenos detalhes, os fatos relatados em Primordium iniciam-se logo após o término de Criptum. Todavia, uma das mais gritantes diferenças, e que traz um ar totalmente diferente do existente no primeiro livro, é o fato de que os acontecimentos não são mais narrados a partir do ponto de vista do Forerrunner Bornstellar. Nesse segundo livro, Greg Bear nos apresenta o rico universo de Halo a partir dos olhos de um indivíduo muito mais próximo de nós: o humano Chakas.
Aqueles que leram o primeiro livro reconhecerão esse nome. Amigo de Elevação, Chakas foi um dos acompanhantes de Bornstellar durante as aventuras pelas quais ele passou no primeiro livro da série. Antes personagem secundário e mero acompanhante, agora Chakas é o protagonista e somos nós, leitores, os seus acompanhantes. Os capítulos finais de Criptum deixaram incerto o futuro do frágeis humanos, em meio à uma eminente guerra interestelar. Cabe à Primordium mostrar o destino de nossa raça.
Junto com a mudança de protagonista, a narrativa de Primordium toma um rumo (obviamente) muito mais humano. Tecnologias extraterrestres passam a ser vistas com um olhar muito mais mítico, pois, diferente do primeiro livro, no qual tudo era visto com relativa naturalidade, agora tudo é motivo para estranheza e desconfiança. Isso ocorre também, pois Chakas e seus acompanhantes passam grande parte do livro em um Halo, a temível e misteriosa construção Forerrunner, que possui um papel tão fundamental na trama de toda a série.
O fato de a narrativa toda se passar dentro de um desses colossais anéis acaba trazendo alguns pontos negativos, também. O livro inicia e, principalmente, termina de forma muito dinâmica e espetacular. Contudo, a narrativa que liga essas duas pontas é deveras lenta, em comparação com a fluidez vista no primeiro livro. Isso é mais do que justificado devido às condições precárias nas quais as personagens se encontram, mas pode incomodar um pouco o leitor.
Entretanto, as cinquenta páginas finais são extremamente reveladoras, pois não apenas liga de forma magistral os acontecimentos do primeiro livro com o segundo, mas também dá um gancho para uma mudança de foco ainda maior que, ao que tudo indica, será responsável pela conexão entre a obra literária e a história vista na série de jogos eletrônicos.
No geral, Primordium é uma leitura bastante agradável que, mesmo possuindo um andamento mais lento em comparação com o primeiro livro, consegue preparar o leitor para o desfecho vindouro. A Saga dos Forerrunners é uma obra capaz de agradar desde a amantes de ficção científica à fãs interessados em expandir o universo ficcional da série de jogos Halo. É uma recomend-1000010000 100101001 100100100”)transcription.off
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Transcrição de Inteligência Mecânica Autônoma finalizada.
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