As ruínas e outras estórias inverídicas -

    Mônica Amorin

    Kelps
    2012
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 9788581061962
    Português Brasileiro

    A leitura se inicia com a estória de "Um homem que não devia sonhar". Lúcio descobre ter a capacidade de prever acontecimentos importantes de sua vida pessoal. Sempre inesperados, os sonhos surgem não apenas como um aviso, mas um relato fiel do futuro imediato. Lúcio acredita, pois, ter vantagem sobre quaisquer seres humanos. Prever o que está por vir sempre esteve entre os maiores desejos da humanidade, havendo até os que buscam desesperadamente pelo conselho místico e errôneo alheio. A empolgação do moço se transforma em terror, porém, ao sonhar com uma tragédia próxima. Lúcio tenta, desesperado, alterar o futuro visto, e assim descobre até onde vai a capacidade de um homem que jamais deveria sonhar com o que não devia saber. Gabriela, por sua vez, está em meio a um inferno psicológico ao mesmo tempo em que decide iniciar "A busca" pela satisfação própria. Após catorze anos de uma vida sem importância, porém dramática, a menina é arrancada de sua cidade quando a família opta por se esconder num lugar qualquer do interior. O desespero por um pouco de novidade e normalidade da vida de pessoas afetadas por uma morte precoce é o que os move. Pelo primeira vez, Gabriela vai se embrenhar no efêmero mundo adolescente, ao mesmo tempo em que tenta se poupar da dor da loucura da própria mãe. Fugindo ao contemporâneo, "O cálice e o punhal" sãos os símbolos da ambição e da inveja alimentadas por dois príncipes egípcios. Quando o mais velho e deficiente herda o trono, é descoberto um artefato cuja magia realiza os desejos de seu possuidor. Indignado e consumido pelo ressentimento, o mais jovem decide se apossar do objeto e usá-lo em benefício próprio, pedindo o trono para si. O que o cálice lhe dá, porém, não é o que esperava, e o príncipe descobrirá que a mudança futura só pode acontecer por sua própria responsabilidade. "Ares e Afrodite" são como codinomes para Henrique e Helena, dois belos exemplares da espécie humana que se encontram na mais difícil e instigante das situações. Helena é cunhada de Henrique, e sua rival numa batalha de conquista e traição. Enquanto a moça o seduz, o rapaz tenta encontrar a complicada solução para o combate entre valores e desejos. Inicialmente, "As ruínas" não foi escrito para ser o conto temático ao livro. O fim da estória, entretanto, escorreu da caneta sem nexo nem plano, indiferente à coerência ao bom-senso. Os personagens não têm sequer um nome, sendo identificados pelo ponto de visto do menino. O menino também, apesar de protagonista, pode ser uma criança qualquer, todos nós quando imaginativos e desejosos de aventura. A coragem momentânea os leva a se enfiar na mata para desvendar a verdade por trás das ruínas assombradas de uma casa. Até que ponto, porém, o inusitado é verdade ou parte da mente fecunda e sombria do menino, nem mesmo a autora sabe. Lúcifer resolvendo pedir perdão a Deus, por outro lado, pode ser um mero divertimento, um brinquedo da imaginação, já que esta se sente no direito de bulir até com o sagrado e o sacrílego. "A carta do diabo" conta como o temido arcanjo decaído assumiu seu posto de vilão supremo até perceber que já não precisava delegar funções. O mundo já não precisava dele para exercer o pecado. Este livro também se encontra à venda através do contato com a autora. http://monicaamorim.jimdo.com/contatos/

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