O potencial das novas tecnologias da comunicação tem proporcionado, no final do século XX e início deste novo século, a circulação de uma enorme quantidade de informações de uma maneira cada vez mais ágil, através da internet, de celulares, pagers, aparelhos de fax, tevês a cabo ou via satélite, programas e sistemas cada vez mais integrados e avançados. Ganha corpo o envolvimento múltiplo dos usuários com o destino de suas empresas e a interação no mercado global - efetivamente uma nova ordem mundial da informação e da comunicação. Consumerismo, preocupação com o ambiente em que vivemos, novas relações entre empresas e cidadãos, parceria efetiva entre o Estado, a sociedade civil e setores privados. Fusões, associações e a possibilidade de avançarmos na democratização das informações. Esses são alguns dos fenômenos presentes na atualidade. E somente pelo estudo intenso do ambiente social e pela maneira com que ele modela a mídia será possível prever o que tem probabilidade de se constituir num sistema sólido de comunicação. O grande desafio para os mediadores dessa nova era - profissionais de Comunicação Social, e especialmente de Relações Públicas, entre os quais Roberto Vieira se inclui por sua larga experiência na área - é conceber a Comunicação Organizacional nas empresas, não só para atender as metas de compreensão, orientação e divertimento dos indivíduos, como para superar as situações tradicionais até então existentes. Sistemas de comunicação internos e externos bem-sucedidos terão de oferecer melhor combinação de conteúdo, comodidade, custo e acessibilidade do que aquela que as pessoas já dispõem. Como os caminhos que o autor vai delineando ao longo dos breves capítulos: transição, diálogo, credibilidade, realidade e valorização. Os novos rumos da Comunicação Organizacional devem procurar ajudar os indivíduos em seus esforços coletivos para criarem significados num mundo ambíguo e mutável. Culturas simbólicas compartilhadas, indispensáveis à comunicação real entre diversos povos e nações.