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    O Rosto da Memória -

    Décio Pignatari

    Brasiliense
    1986
    139 páginas
    4h 38m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    3 avaliações
    Leram6Lendo1Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados8Avaliaram3

    O livro é formado por 10 textos em prosa, sendo dois deles mais extensos do que o convencional. Todos eles possuem a marca experimental do autor, que procurou adquirir novas fronteiras para a ficção.

    Edições (1)

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    Resenhas (1)Ver mais
    Rafael Caetano picture
    Rafael Caetano10/11/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Bom!

    Este livro foi a estreia de Décio Pignatari na ficção. Tem 12 textos de qualidade irregular. Os pontos mais altos são "Frasca" e "Pháneron", que reconstituem lances da formação do autor no então bairro de Osasco, nos anos 1930, e guardam toda a beleza dessa fase da vida, às voltas com o mundo caótico dos adultos e com a escuridão da puberdade, respectivamente. "O Que Chopin" 1 e 2 colocam o leitor como se fosse um pianista num recital, com um resultado surpreendente. A peça teatral "Aquelarre" talvez reúna a maior quantidade de bizarrice e escatologia já colocada no papel, embora acerte ao por em cena um elemento que é tabu: o matriarcalismo que solapa o masculino no horizonte brasileiro. A obra é mais recomendada aos seguidores completistas do Concretismo e aos estudiosos da história de Osasco.

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    3.7 / 3
    • 5 estrelas33%
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    • 1 estrelas0%
    Décio Pignatari profile picture

    Décio Pignatari

    Foi um poeta, escritor e tradutor brasileiro, um dos maiores nomes do movimento concretista. Publicou seus primeiros poemas na Revista Brasileira de Poesia, em 1949. No ano seguinte, estreou com o livro de poemas "Carrossel", e, em 1952, fundou o grupo "Noigandres" e editou a revista-livro de mesmo nome, com os poetas Haroldo De Campos e Augusto De Campos. Com o grupo Noigandres, em 1956, lançou oficialmente o movimento de Poesia Concreta, durante a Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), que foi consecutivamente realizada no saguão do Ministério da Educação e Cultura (MEC), no Rio de Janeiro. O grupo publicou, em 1956, o "Plano-piloto para Poesia Concreta", traduzido em diversas línguas. Em 1965, ainda com Haroldo e Augusto de Campos, lançou o livro "Teoria da Poesia Concreta". Além da produção crítica e literária, Pignatari fez pesquisas na área de Semiótica - em 1969, ajudou a fundar "L'Association Internationale de Sémiotique" (AIS), na França, e participou, em 1975, do lançamento da Associação Brasileira de Semiótica (ABS). Como teórico da comunicação, traduziu obras de Marshall McLuhan e publicou o ensaio "Informação, Linguagem e Comunicação" (1968). Sua obra poética está reunida em "Poesia Pois é Poesia" (1977). Na área da publicidade e propaganda, a enigmática capa do álbum "Todos os Olhos" (1973), de Tom Zé, foi concebida por Décio, assim como a marca "Lubrax", do lubrificante automotivo.

    36 Livros
    6 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Décio Pignatari