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    Melhores Contos: Ribeiro Couto -

    Ribeiro Couto

    Global Editora
    1997
    243 páginas
    8h 6m
    ISBN-10: 8526007688
    Português Brasileiro
    4.6
    5 avaliações
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    A maior parte dos contos de Ribeiro Couto foi escrita na mocidade, antes dos 30 anos, com títulos deliciosos e instigantes, que já dão uma ideia do universo do escritor: “A Casa do Gato Cinzento”, “O Crime do Estudante Batista”, “Baianinha e Outras Mulheres”. Depois de dobrar o cabo dos 40, publicou apenas um volume no gênero, Largo da Matriz. (Clube das Esposas Enganadas (1933) foi classificado pelo autor como novela). A maturidade, porém, não alterou as características do escritor nem tostou o frescor e a singeleza de suas histórias. Homem atento à riqueza do cotidiano, Ribeiro Couto dele extraiu o material de suas histórias, nas quais o realismo é atenuado pelo lirismo e a nota poética. Em alguns de seus melhores contos há um mal disfarçado sentimentalismo, sem que essa tendência comprometa a alta qualidade dos trabalhos. Na velhice, ao prefaciar a antologia Histórias da Cidade Grande, Ribeiro Couto dividiu os seus contos em três grupos, de acordo com os assuntos e os ambientes. As "histórias da cidade grande" passam-se no Rio de Janeiro, quase sempre, abordam vidas em crise (“O Crime do Estudante Batista”, “O Primeiro Amor de Antônio Maria”) ou momentos de transgressão ao código de bom comportamento burguês (“Uma Noite de Chuva ou Simão”, “Diletante de Ambientes”), estes vistos pelo escritor com um certo sarcasmo. Bem diverso são os tipos e episódios do ciclo de "histórias da cidade pequena" (“Baiano”, “Largo da Matriz”). Por último, as "histórias de meninos" (“Bilu, Carolina e Eu”), as mais caras ao escritor, nas quais há provavelmente uma origem autobiográfica. Situados em tempos e locais diversos, estes contos estão unidos pelo espírito e a técnica, a ternura, a ironia, a compreensão das fragilidades humanas e um certo fundo discreto, muito discreto, de desencanto. Seleção e Prefácio: Alberto Venancio Filho.

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    Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto profile picture

    Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto

    Ribeiro Couto cursou a Escola de Comércio José Bonifácio, em Santos, cidade onde, em 1912, iniciou-se no jornalismo. Em 1915 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, que cursou enquanto fazia reportagens para o Jornal do Commercio, e, depois, para o Correio Paulistano. Formou-se na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, em 1919. Problemas de saúde o obrigaram a se mudar-se para Campos do Jordão, no interior de São Paulo, não sem antes tomar parte na Semana de Arte Moderna de 1922. Depois de dois anos em Campos do Jordão, foi para São Bento do Sapucaí, onde foi delegado de polícia — cargo que não o ocupou muito, pois logo foi para São José do Barreiro assumir o posto de promotor público. Em 1925 nova transferência por causa da saúde, desta vez para Pouso Alto, Minas Gerais, onde ficou até 1928. Naquele ano voltou ao Rio de Janeiro para trabalhar como redator no Jornal do Brasil e, logo depois, seguiu para Marselha, onde assumiria o posto de vice-cônsul honorário, a convite do cônsul Mateus de Albuquerque. De Marselha foi para Paris, onde ocupou o cargo de adido do consulado-geral. Logo o ministro Afrânio de Melo Franco o promoveu a cônsul de terceira classe (1932). Paralelamente à carreira de escritor e jornalista — não deixou de colaborar com o Jornal do Brasil, nem com O Globo, nem com A Província (Pernambuco) —, seguiu carreira diplomática bem-sucedida, até tornar-se embaixador do Brasil na Iugoslávia, em 1952, cargo em que se aposentou. Para os jornais, enviava sobre literatura e acontecimentos na Europa. Em 1958 conquistou, em Paris, o prêmio internacional de poesia outorgado a estrangeiros, pelo livro Le jour est long (que escreveu em francês). Sua obra mais famosa é Cabocla, adaptada duas vezes para a televisão. Muitos de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o húngaro, o servo-croata e o sueco. Seus romances retratam o dia a dia das pessoas humildes e anônimas dos subúrbios.

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    1 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto