Já traduzi alguns livros de mar, e outros de amor, mas nenhum como este, com tanto mar e tanto amor. E sobretudo nenhum com uma linguagem tão precisa, tão real, movendo-se perigosamente no perigoso equilíbrio entre os planos técnicos, sublime e chulo. Porque estes dois personagens são gente de carne e osso, que ama, navega e xinga. Ligar os planos verbais que os representam em ação é o ofício do escritor. Há poucos que o saibam fazer. Os primeiros, especialmente os lusitanos, navegavam mais que viviam. "Navegar é necessário..." Os românticos praticamente esvaziaram o sentido das palavras de amor. Os chulos em geral não saem da chulice. ~ Hamilcar de Garcia.