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    Frankenstein -

    Mary Shelley

    Hedra
    2013
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788577153145
    Português Brasileiro
    4.2
    47635 avaliações
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    "Como eu, então uma jovem, pude conceber e desenvolver uma ideia tão medonha?", pergunta-se Mary Shelley no prefácio de sua obra mais emblemática e influente. Sedutor e aterrorizante, o mito de Frankenstein espelhará as próprias contradições da civilização moderna. Invocando à definição genética de fenômenos tão distintos quanto manipulações plásticas do corpo humano e as transgenias animal e alimentar, a narrativa de Victor Frankenstein traz uma incômoda reflexão sobre o lugar a um só tempo redentor e catastrófico da razão em um mundo em que os homens assumiram o controle do que a tradição entendia como terreno exclusivo da criação divina. Se o sonho da razão continua a produzir monstros, nada mais justo que investigá-los em sua mais célebre e duradoura manifestação literária. Esta nova tradução, elaborada com base na terceira e última edição de 1831, revista pela autora, recupera fielmente o brilho da prosa shelleyana, que o público brasileiro conhece amiúde apenas a partir de reduções e adaptações. A tradução é precedida de uma esclarecedora introdução e um apêndice não menos curioso: o prefácio de Mary Shelley à primeira edição e uma carta da escritora acompanhados de uma resenha e um poema assinados por Percy Shelley, seu companheiro. Além disso, esta edição foi especialmente ilustrado com gravuras do artista Ulysses Bôscolo.

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    Resenhas (8051)Ver mais
    Mateus Calazans picture
    Mateus Calazans27/06/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Frankenstein sempre foi para mim sinônimo de terror e monstruosidade. Quando alguém dizia o nome, ligava a um monstro aterrorizante e sanguinário, com o corpo grotesco e deformado. Tal foi minha surpresa ao ler o livro quando descobri que na verdade o monstro não se chamava Frankenstein e nem era aterrorizante como eu imaginava. Sinceramente, Frankenstein está mais para drama do que para terror. Entrei no mundo de Mary Shelley achando que estava entrando em um mundo assustador e bizarro, mas acabei entrando mesmo num universo triste, melancólica e de proporções graves. Foi uma decepção? Em certos aspectos sim. Mas mesmo não sendo o grande terror que eu imaginava, se mostrou um livro dramático excelente e que nos faz pensar na vida. O Dr. Frankenstein tentou aquilo que muita gente sonha: vencer a morte. Mas tudo o que conseguiu foi criar um monstro horrível, que amedronta todos aqueles que passam por perto. E o monstro é malvado, como sua aparência leva a crer? Absolutamente não. Tem o coração mole, é bondoso e está pronto a ajudar os outros. Mas o mundo acaba tornando-o abominável, por ser excluído de tudo. Quem não se tornaria assim em tal situação? O monstro, que a primeira vista deveria me amedrontar, acabou me conquistando. Comecei o livro achando-o bizarro, e terminei achando-o a criatura mais sofrida e solitária do planeta. Tudo o que fez ou deixou de fazer foi pelo fato de ter sido abandonado e desamparado por seu criador. Seu criador o abandonou, deixou-o a mercê do mundo, para que todos fizessem o que queriam com ele. Quando ele percebe em que situação está é que começam seus assassinatos e mortes. Todo sangue derramado não foi nada mais nada menos do que a consequência de tudo o que o mesquinho Dr. Frankenstein fez. Se analisarmos bem, veremos que o monstro é uma metáfora para todos os excluídos da sociedade, todos aqueles que as pessoas tentam se distanciar e que acham horríveis. Mesmo essas pessoas denominadas horríveis possuem sentimentos, e não tem o coração de pedra. Enfim, é um ótimo livro, com uma história excelente e um dos melhores personagens da literatura. Mas não caiam na bobagem de achar que o livro é de terror como eu pensei. Talvez esse pensamento seja fatal para a leitura.

    1126 curtidas

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