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    O Jardim Simultâneo -

    Milton Rezende

    PENALUX
    2013
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-13: 9788565744177
    Português Brasileiro
    5
    2 avaliações
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    “Quanto ao autor, é serio e persiste na literatura, quando muitos desistiram. A persistência pode gerar o sucesso, claro. Quanto à sua obra, ela se confunde com sua vida. Milton Rezende escreve sobre aquilo que conhece. Veja o que ele disse há muitos anos (para falar a verdade, no século passado): ‘sempre amei como quem cometia um assassinato premeditado, que cobria várias fases de planejamento e execução’. Isto revela o homem revoltado conforme a concepção de Albert Camus, ou seja, um homem que se opõe à ordem que o condena à morte desde o nascimento. Desta inquietude surge seu impulso criativo que vem se aprimorando a cada publicação”. (André Rocha) “Grande poeta, de obra densa, intrigante, que não permite a indiferença ou muxoxo quando é lida. Poeta definitivo, que diz o que quer dizer, sem reticências, sem rodeios, porém sem desperdiçar palavras, sem jogar ao ar blasfêmias estéreis, sem pirotecnia. Às vezes é seco como Drummond, tétrico como Edgar Alan Poe, mortal como Augusto dos Anjos, sensitivo como Fernando Pessoa, mas é sempre Milton Rezende, o que disse que ‘somos apenas alguns/ao redor de uma mesa/ou de um pensamento/e nos amamos com receio’, em seu segundo livro Areia (À Fragmentação da Pedra – 1989) e que hoje nos ensina a fazer poesia: ‘não se deve fazer poesia/poesia assim como eu faço/Poesia é certeza de conceitos,/de imagens e eu não sei/de nada, apenas acho’ (A Sentinela em Fuga e Outras Ausências – 2011). Convém não levar em conta essa lição, pois deve-se sim, fazer poesia como Milton Rezende faz. Poesia da melhor qualidade” (Edson Braz da Silva) “Falar sobre a obra do Milton, para mim, é fácil. É uma obra que de certa forma acompanhou minha própria escrita durante toda vida. Gosto de todos os livros dele, mas gosto mais de ‘O Acaso das Manhãs’ e de ‘Areia (À Fragmentação da Pedra)’. Sua forma de escrever é ácida, sem concessões. Seus poemas são mordazes, incrivelmente corajosos. Ele nunca poupa a si mesmo nem ao mundo. Milton vem da melhor tradição da poesia e prossegue com ela”. (Marcelo Serodre)

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    Editora Litteralux06/11/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Olhares poéticos

    Com uma coleção de poemas, todos nomeados, Milton Rezende estende o seu domínio de grande prosador, parar o papel em forma de poesia. Na abertura de sua obra em “As Flores do Lado de Lá” o discurso acontece fluidamente na estruturação e uma narrativa poética, na qual o autor apresenta a ambiguidade derivada das relações humanas, quando estas são meramente convenientes. De um lado as pessoas que conhecem o narrador desejavam após afastadas, reaproximar-se do escritor, para saber de sua vida. O narrador, por sua vez, está mais interessado a convidar estas pessoas para as atividades sensíveis ligadas ao amor, proposta esta que recebe como retribuição apenas o eco da ausência daqueles que antes se chegaram até ele. Os versos construídos com a simplicidade da unicidade das linhas, de palavras diretas e significantes, constroem em seus conjuntos de estrofes, a argumentação e narrativa características da prosa, porém sempre formulando imagens e metáforas dignamente poéticas, em “Quando o silêncio forma / poças de água na memória / e o meu pensamento quase / alcança o teto das emoções, / é hora de abrir as gavetas. Alguns poemas são sérios, sisudos e até mesmo escrachados, como em “coloquei o saco plástico / no dia e horário previsto / e já ia saindo pro almoço, / mas resolvi aguardar pelo lixeiro / e procurar saber dele o meu / destino no mundo e a situação / do planeta terra. ele me disse / que estávamos todos no aterro / sanitário e sorriu. Neste poema o escritor recorre a imagens pesadas de aterros sanitários para associar o objeto a elementos da vida. O amor é explorado na poesia em seu viés obsessivo, destrutivo, desalinhando-se das ideias românticos à cerca do sentimento, como vistos em “já que você não me quer nesta vida, / vou sequestra-la num domingo qualquer”. Com sua poesia bela, enquanto sutil, mas também atrevida enquanto sarcástica e imprevista, Milton apresenta os temas do amor, da vida, da existência, entregando à escrita sua personalidade, que as vezes ousa a parodiar os próprios sentimentos humanos, demonstrando com o toque do sarcasmo, camadas existentes sobre a consciência humana, mas que precisam do humor e do absurdo para serem compreendidas.

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    Milton Rezende

    Milton Rezende nasceu em Ervália (MG), em setembro de 1962. Viveu parte da vida em Juiz de Fora (MG), onde foi estudante de Letras na UFJF. Funcionário público, atualmente trabalha e reside em Varginha (MG). Escreve em prosa e poesia e sua obra consiste de nove livros publicados: “O Acaso das Manhãs” (Edicon, 1986), “Areia (À Fragmentação da Pedra)” (Scortecci, 1989), “De São Sebastião dos Aflitos a Ervália – Uma Introdução” (Templo, 2006), “Uma Escada que Deságua no Silêncio” (Multifoco, 2009), “A Sentinela em Fuga e Outras Ausências” (Multifoco, 2011), “Inventário de Sombras” (Multifoco, 2012), “Textos e Ensaios” (Multifoco, 2012), “O Jardim Simultâneo” (Penalux, 2013) e “A Magia e a Arte dos Cemitérios” (Penalux, 2014). Possui inédito o livro: “Mais uma Xícara de Café”.

    7 Livros
    2 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Milton Rezende