Um corcunda que pode alterar sua forma é comprado de um casal cigano que o exibia em feiras e criado por um cavalheiro inglês e treinado pelo seu criado indiano durante décadas, isolado em uma mansão no interior da Inglaterra vitoriana para fazer parte de uma organização dedicada a preservar a glória do Império contra aqueles que desejam destruí-la.
Sim, soa como a Liga dos Cavalheiros Extraordinários com o Corcunda de Notre-Dame, versão Disney
Um livro não é nada sem uma ameaça à altura , então temos uma organização que conta com uma ex-=pirata ruiva como representante que alicia um cientista meio Dr Jekly meio Frankstein que dedica-se a pesquisas eugênicas E cibernéticas, "aperfeiçoando" seres humanos através de experimentos químicos e componentes mecânicos, no mais legítimo estilo steampunk que, entre outras invenções, cria o próprio coronel Moran "biônico" deles.
O clímax dá-se em uma batalha campal, entre nosso herói deformado tentando impedir uma máquina diretamente extraída de um conto de Clive Barker (acho que está nos Livros de Sangue 2 - uma batalha enree duas cidades) capitaneado pelo malvado ciborgue vilão.
O resultado é previsível mas - oh - , complementando o enredo , há a tensão amorosa, ao verdadeiro estilo Mulder x Scully: sua parceira na organização secreta - uma bela espiã - (claro!) não pode saber que ele é deformado portanto precisa esconder-se atrás de uma máscara todo o tempo.
Conseguirá o amor triunfar? Os mocinhos vencerão? Teremos de ler os próximos livros para saber.
Primeiro livro de uma série, explora quase todos os clichês básicos para um dramalhão - vilões portentosos, mocinhos sofredores, amores não realizados, relações de amizade, amor filial, etc. Uma leitura fácil, que absorve.