Kate Lamonica, depois de ser quase morta por Paul, seu ex-namorado, foge para Nova Zelândia, o lugar mais distante da Califórnia onde ela conhece alguém. Ela pretende se esconder lá por um ou dois anos até que Paul desista dessa obsessão que ele tem por ela e ela possa voltar para casa.
Ao chegar na Nova Zelândia, Hannah mal consegue reconhecer a amiga, de tão assustada e paranoica que Kate está. Mas ela está lá para tentar recomeçar a vida, e precisa de toda a ajuda que conseguir. Drew, marido de Hannah, consegue para ela um emprego nos Blues, o time de rugby que ele joga. E é lá que ela conhece Koti James, um dos principais jogadores do time. Mas, ao contrário da maioria das mulheres, ela não cai imediatamente em seus encantos, e a primeira impressão que um tem do outro não é muito boa.
Depois de uma discussão em um churrasco, Kate e Koti acabam fazendo uma aposta:
“Eu vou fazer uma aposta com você. Eu vou ser seu amigo por um mês. Não, por seis semanas. Esse é o melhor teste que eu consigo pensar. Se eu consigo ser seu amigo, eu acho que consigo ser amigo de qualquer mulher. Nós passamos um tempo juntos, e então você pode ver por si mesma.”
E é a partir daí que parte a história, os dois tentando ser amigos. É muito lindo ver, porque eles estão realmente tentando ser amigos, no início por causa da aposta mesmo, mas depois eles vão percebendo que a companhia do outro não é tão ruim quanto pensavam. Nem um pouco ruim. É lindo ver como o Koti muda, como ele é fofo com ela em algumas partes, como ele mostra pra ela a cidade, como ele conta para ela a história de seu país. E é interessante ver a Kate tentando deixar esse medo todo que ela sente para trás, aprendendo a confiar de novo.
Os personagens são ótimos, tanto a Kate quanto o Koti crescem demais durante o livro, aprendem um com o outro. E os personagens secundários não ficam para trás. Fiquei muito curiosa com a história da Hannah e do Drew (o primeiro livro conta a história deles, vou ler assim que der tempo), e os outros personagens também são bem construídos e tem seus papéis na história.
Todo mundo já percebeu que eu simplesmente adorei esse livro, né? Mas ainda nem falei da melhor parte, que foi a descrição dos lugares, da cultura e da história do povo da Nova Zelândia. A autora fez isso muito bem. Sério, eu acabei o livro com uma vontade tão grande de conhecer a Nova Zelândia, e olha que eu nunca tinha pensado em ir pra lá (apesar de morrer de vontade de conhecer a Austrália).
Por último, o inglês é um pouquinho mais complicado de entender, porque a autora utiliza algumas expressões da Nova Zelândia, além de muitas palavras do vocabulário nativo de lá. Mas dá para entender pelo contexto, e tem uma lista de vocabulário no final do livro, então se tiver paciência dá para ler, e vale a pena.