Parecia ser uma história promissora e, de certo modo, mais madura envolvendo Tintim, tendo em vista o tom das histórias anteriores. Entretanto, esse volume mostrou-se cansativo, pouco engraçado, e confuso em alguns pontos, considerando o público alvo (crianças e adolescentes). Além disso, tem-se em Ouro Negro um Hergé pouco inspirado, pois algumas coisas vistas aqui como perseguições, passagens secretas, disfarces, raptos, além de outras nuances, já tinham sido tratadas de forma semelhante em volumes prévios; tanto que, se você já leu um bom número das 15 histórias anteriores a essa, presumirá de modo antecipado o desfecho de algumas situações. Embora tenha-se aqui uma história com início promissor, o apego do autor às próprias convenções narrativas limita o desenvolvimento da narrativa e as perspectivas da obra.