Eu recebi Enfim
Primavera do autor, Willian Couto (que é um doce de pessoa). Não sabia muito o que esperar e me surpreendi ficando presa na história.
O livro na realidade é um diário, de 100 páginas, da nossa protagonista Capitu (Sim, ela tem este nome por causa do Machado de Assis!). Ela foi aconselhada a escrevê-lo por seu analista e, mesmo não entendo de início esse tipo de psicologia, o fez.
Aos poucos nós vamos entendendo que na realidade nós, leitores, que acabamos servindo de diário para Capitu, que vai contando sua história que é surpreendentemente real e fantasiosa ao mesmo tempo. Por que fantasiosa? Não dá para acreditar que tanta coisa possa acontecer a uma só pessoa. (Mesmo sabendo que nos dias de hoje, a história desta garota é mais comum do que podemos ver!)
Ela é jornalista, blogueira e se intitula forte, sem amigos e sozinha. Aos poucos começa a contar no diário os motivos por ter se afastado de seus pais, amores, parentes e amigos. Tudo tem início no último ano do Ensino Médio. Um ano que por si só é bastante desafiador para qualquer jovem.
Um amor impossível e a intensa religiosidade do pai são marcos que irão desencadear uma série de reviravoltas e turbulências na vida da personagem.
O autor conseguiu colocar vários assuntos fortes, como bulling, abuso sexual, tráfico e religião, de uma forma natural e intensa. Impossível largar o livro!
Mas o que considero mais importante, é a lição que ele nos passa. Tudo nesta vida vai melhorar, seja como for! E não tem nada melhor do que extravazar nossos sentimentos, seja conversando com um amigo, analista, ou até mesmo escrevendo um diário. Vale tentar não é mesmo?
A forma como Capitu escreve no diário, todo certinho e dividido por tópicos torna sua leitura interessante e dinâmica. Todas as respostas são encontradas de uma forma fácil, porém que não deixam a leitura menos prazerosa. Vale muito a pena!