Das ruínas da Segunda Guerra Mundial emerge esta história de mistério, de crime, de ódio, de amor, de mistério (de novo) e sobretudo de humor - um desafio que três ficcionistas e um desenhista se laçaram mutuamente, cada um aprontando uma pior para o companheiro. Tudo começa com a derrota do Terceiro Reich. Hitler vai fugir da Alemanha, disfarçado de judeu. A providência indispensável - a circuncisão - é executada com um pequeno defeito da técnica, que deixa Hitler para usar o eufemismo - caolho. A relíquia resultante é conservada num vidro que anos depois vai reaparecer no bairro do Bom Fim, em Porto Alegre, causando muita dor de cabeça para Dona Raquel e seu filho Teva (filho não: super-filho), para os vizinhos e amigos. Acontece que atrás do vidro está uma sinistra trinca de nazis, dispostos a recuperá-lo a qualquer preço. Nesta caçada também está o Doutor Gudinho, dublê de economista e visionário (uma combinação não tão frequente quanto se pensa), e seu cúmplice Platão. A época também não é das mais tranquilas: 1964 é o ano. Perseguições sensacionais se sucedem, não só em Porto Alegre, como em em outras capitais: o livro é uma espécia de VTD da ficção (na verdade, só há uma outra capital, que é Brasília). E que dizer de Urba, a guerrilheira Urbana? Só lendo para saber. Dizem os autores que se divertiram muito fazendo o livro, e que esperam que os leitores compartilhem desta alegria. Se não por solidariedade, ao menos por caridade.
Pega pra Kapput! -
Josué Guimarães, Moacyr Scliar, Luis Fernando Veríssimo, Edgar Vasques
L&PM
1978
121 páginas
4h 2m
Português Brasileiro
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