O livro tinha tudo para me agradar. Música, cenário brasileiro e adolescentes. Infelizmente, acho que tudo aconteceu muito rápido e eu fui embalando a leitura, pois quando cheguei no fim me perguntei se já estava mesmo no fim. Os capítulos são curtinhos (o que eu amo) e a história é muito legal para leitores na faixa etária de 12 à 15 anos, creio eu. Acho que a autora fez uma análise do caráter de Marcelo (que eu gostei muito à propósito) e acabou não se aprofundando tanto em Ana Gabriela, mostrando seus anseios e paixões. Apesar de tudo, A Melhor Banda do Mundo tem referências maravilhosas (como The Police, Led Zeppelin, Titãs, Barão Vermelho...) e uma abordagem bastante necessária, que foi o bullying, a discriminação, preconceito e xenofobia. Acho que a nota da autora sobre a história incrementou muito na minha opinião sobre ela, pois Tânia Alexandre Martinelli explicou o porquê de ter abordado aquilo de uma forma tão específica. No fim, a conclusão tirada por mim foi que não devemos ter medo de gostar do que gostamos. Não devemos ter medo de defender nossas opiniões e, principalmente, não devemos ter medo de encarar nossos medos!