This book is the memoir of Kim Hyun Hee, the North Korean espionage agent who in 1987 carried out the mission to blow up Korean Air Flight 858. Kim Hyun Hee tells the story of how she was trained as a North Korean espionage agent and selected to carry out the mission given by Kim Jong Il to blow up a South Korean airliner. Kim Hyun Hui was apprehended after Korean Air Flight 858 crashed, killing 115 passengers.
The Tears of My Soul -
Kim Hyun Hee
Tá aí um livro muito interessante, apesar de não parecer tão verídico em certos momentos. Kim Hyun Hee era uma terrorista norte-coreana que explodiu um avião sul-coreano e matou 115 pessoas. Em seu livro ela conta desde sua infância até um pouco da sua vida após o acidente e após a sentença, mas o que mais me chamou atenção é quando ela falar sobre a cultura norte-coreana, a militarização do país e o "culto" aos Kim. Um grande exemplo desses três juntos é quando ela diz como era a faculdade que ela cursou: os setores da universidade eram divididos com nomes militares, como a classe que era chamada de pelotão, eles tinham aulas sobre os Kims e passavam com médicos da faculdade para verificar se eram virgens ou não (sexo era permitido apenas após o casamento). Uma coisa que achei bem tensa e que a gente sabe que acontece as não tem muita clareza é sobre a impossibilidade de ter opinião própria em determinadas situações. Como quando há eleições: só há 1 candidato e você escolhe apenas "sim" ou "não" sobre concordar se ele deve ser eleito ou não, enquanto autoridades ficam olhando o que você escolhe (não, não é anônimo. Ou como quando ela foi recrutada, que ela praticamente não teve outra opção (até tinha, ir para o campo de trabalho forçado). Mas de qualquer forma não precisava de outra opção pois ela sentia orgulho de suas atitudes, mesmo com o medo. Isso é uma coisa que eu curti bastante no livro: ela é bem honesta quanto aos seus sentimentos. Ela se sentiu orgulhosa por ser escolhida, ela realmente sentia que os outros país eram inferiores e que os sul-coreanos mereciam aquela explosão. Tudo isso muitas vezes vinha com um misto de sentimentos, certa reflexão sobre suas atitudes, mas logo a lavagem cerebral voltava e ela continuava sua vida normalmente. Em determinado momento ela comenta que isso é normal com as crianças, que como elas são doutrinadas desde cedo então elas realmente acreditam em tudo aquilo, enquanto os adultos muitas vezes apenas fingem para não sofrerem alguma punição. Como ela estava nos 20 e poucos, ela estava nesse meio termo. Um ponto que não gostei muito é que em determinados momentos o livro parece um tanto quanto fantasioso. Eu já li o livro da Yeonmi Park por exemplo e por mais que tenha achado interessante, posteriormente descobri que muita coisa ali era mentira, o que não me surpreendeu porque beiravam ao absurdo. O que eu achei mais fantasioso foi essa preparação pra ser espiã, parece digno de filme. Não posso dizer com certeza absoluta que é inventado, mas difícil acreditar que a Coreia do Norte faria todo aquele esquema para treinar espiões. O final termina de uma forma feliz para a autora, mas eu achei bem triste. Ela foi sentenciada a morte e posteriormente o presidente a perdoou, dizendo que ela é apenas mais uma vítima da Coreia do Norte. Fico um pouco na dúvida quanto a isso, mas de qualquer forma, no final das contas os famíliares dos assassinados não tiveram justiça alguma. Enfim, foi uma ótima experiência. Hoje em dia ela se dedica a fazer palestras ao redor do mundo para falar sobre sua experiência e mostrar como seu país natal é horrível. É um livro que recomendo a leitura, mas que também recomendo cautela ao ler e reflexão para pensar sobre tudo o que é dito, o que pode ser verdade, o que pode não ser, e o que poder apenas ter sido aumentado um pouco. Read around the world challenge - Livro 2, Asia 2 (North Korea)
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