Eu adoro ler historias verdadeiras, historias que sempre me fazem entender algumas coisas do qual não faço a menor ideia do que seja, e mesmo que geralmente essas historias sejam muito recheadas de situações difíceis, eu confesso que nunca to preparada pra ler esses relatos sofridos, que como eu disse, eu não faço ideia do que seja.
Estamos vivendo nesse momento, aqui no Brasil, com a eleição pra Presidente que acabou de ser definida, onde o assunto da vez é o medo de que possamos perder nossa liberdade, seja la pro que for. De expressão, de votação, de definição, enfim, de tudo. Medo de que a democracia esteja ameaçada, Eu confesso que to rezando todo santo dia pra que isso não seja verdade, e ler um livro como esse me faz das graças aos céus por viver num pais onde a Democracia, que tem sim suas falhas, mas que nos permite ir e vir, ser e ter.
Zarah foi presa pelo simples fato de expressar sua opinião contra o que ela acreditava ser errado. Não concordar com o sistema do seu país, da terra onde ela nasceu, a levou a ser presa, torturada, e a questionar se não seria melhor ela morrer logo do que passar por tudo aquilo.
Ja li relatos de outros sobreviventes em outras situações parecidas, mais pesadas que a da Zarah, mas nunca é uma leitura leve, e nunca a gente consegue ler e não sofrer junto. É preciso abrir mão de rótulos e ler sem julgar, porque tem hora que a gente que morrer junto com o autor (a) que ta contando sua historia de dor e sofrimento.