"Pois só se pode saber o que é possível depois da prova da tentativa: é depois da ação que se definem os limites e as superações." p.23
O livro passa por um processo elucidativo que vai desde o conceito de realidade até o conceito de alegria. Tem como os filósofos mais citados Ernst Bloch e Spinoza, os quais muito tiveram a dizer a respeito desse tema.
Acredita-se que o estado de felicidade é atingido após a realização dos seus maiores anseios durante toda a vida, rumo a uma perfeição definida pela própria pessoa. O conteúdo desse anseio é pessoal e coloca-se dentro de princípios éticos. Esse itinerário da felicidade tem, em seu fim, a liberdade e satisfação através de um sentimento de plenitude e de significação.
Existe uma linearidade para atingir esse sentimento de realização. Segundo o autor, "o prazer limitado ao instante extravia-se no absurdo e na angústia", ou seja, ele deve ser durável e envolvente. A exemplo da fruição da arte.
Os filósofos afirmam que o desejo é a própria movimentação da consciência, pois a felicidade não se dá pela passividade, mas sim, pela reflexão e ações conscientes e motivacionais. O indivíduo deve encontrar motivação no estar vivo e nos pequenos objetivos que tragam a sensação de satisfação e alegria. A ausência de significação traz a infelicidade. Logo, o sentimento de tédio e de absurdo é resultado de uma vida vivida de modo medíocre, sem objetivo tampouco significação.
"O homem que não tem constantemente em seu espírito uma imagem optativa de sua própria perfeição é tão monstruoso quanto um homem sem nariz." p.20
Penso eu que o livro poderia ter sido mais sintetizado sem excesso de repetições, embora mesmo cansativo ele se faça compreendido.