O Liberalismo, cujo rótulo é disputado hoje tanto pela direita como pela esquerda, pode ser outra coisa além de um discurso ? Em que se opõe ao "social-estatismo" que nos governa há 40 anos ? Como, sobretudo, se traduz concretamente nas nações onde verdadeiros liberais não se contentam apenas com a invocação da palavra, mas fazem passar através de seus atos soluções liberais ? Essa avaliação realista do liberalismo parte de uma narrativa de viagem na era do jato por doze países. A rapidez do percurso permite comparações, aproximações quase simultâneas entre dois pontos distantes de milhares de quilômetros. Não é indiferente descobrir as mesmas experiências e ouvir o mesmo discurso, com apenas alguns dias de intervalo, em Nova York, Tóquio, Bonn, Londres ou Roma. Obviamente, essa viagem é autêntica e todos os seus personagens são reais. É um périplo moderno, que deixa de lado o que é imutável - paisagens e monumentos - para participar, em suma, de uma forma atual do turismo: o cruzeiro de temas, a travessia das correntes de pensamento, dos movimentos sociais, das agitações intelectuais e políticas, dos abalos econômicos, das aberturas teóricas, das iniciativas locais. No decorrer e depois de sua viagem, Guy Sorman esboça um projeto de sociedade fundada, em todos os domínios, na livre escolha dos indivíduos e numa autonomia desconfiada de cada um em relação ao poder político, qualquer que ele seja.



