Evolution: The Extended Synthesis -

    Massimo Pigliucci, Gerard B. Müller

    The MIT Press
    2010
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-13: 9780262513678

    In the six decades since the publication of Julian Huxley's "Evolution: The Modern Synthesis", spetacular empirical advances in the biological sciences have been accompanied by equally significant developments within the core theoretical framework of the discipline. As a result, evolutionary theory today includes concepts and even entire new fields that were not part of the foundational structure of the Modern Synthesis. In this volume, sixteen leading evolutionary biologists and philosophers of science survey the conceptual changes that have emerged since Huxley's landmark publication, not only in such traditional domains of evolutionary biology as quantitative genetics and paleontology but also in such new fields of research as genomics and EvoDevo. Most of the contributors to "Evolution: the Extended Synthesis" accept many of the tenets of the classical framework but want to relax some of its assumptions and introduce significant conceptual augmentations of the basic Modern Synthesis structure - just as the architects of the Modern Synthesis themselves expanded and modulated previous versions of Darwinism. This continuing revision of a theoretical edifice whose foundations were laid in the middle of the nineteenth century - the reexamination of old ideas, proposals of new ones, and the synthesis of the most suitable - shows us how science works, and how scientists have painstakingly build a solid set of explanations for what Darwin called the "grandeur" of life.

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    João Paulo Hoppe06/02/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O arcabouço teórico que norteia, centraliza e unifica toda a Biologia é a Síntese Moderna, uma síntese de vários campos, disciplinas e subdisciplinas anteriormente desconexas e por vezes mutualmente excludentes em suas definições com a evolução biológica como principal tema. É uma boa história, com grandes nomes que são muito ou pouco lembrados: Dobzhansky, Mayr, Simpson, Stebbins, Chetverikov... No entanto, a síntese ocorreu entre 1920 e 1950, iniciando-se nos trabalhos teóricos de Haldane, Fisher e Wright ainda no início do século, ganhando ímpeto com os trabalhos de Dobzhansky em 1937 e com batismo apenas com o "Síntese Moderna" de Huxley em 1942. Pelo menos 60 anos se passaram desde então, e a Biologia viu nascer conceitos que não estavam na síntese, como a cladística e a era molecular. Não há nenhuma contradição com os conceitos fundamentados desde então, e eles se encaixam nos pilares conceituais sem a necessidade de modificações. Ou será que não? O livro é composto de 17 capítulos de proeminentes biólogos e filósofos da ciência que, de alguma forma, lidam com áreas que de alguma forma não foram contempladas na Síntese Moderna, variando da maneira em como entendemos a informação no DNA, na linguagem, expressões fenotípicas, e além. Alguns são enfáticos em sua posição de que é necessário estender a Síntese, enquanto outros não vem problema nenhum com as definições atuais. Pessoalmente, alguns dos capítulos fazem propostas que praticamente não afetam a maneira como a pesquisa é conduzida hoje. Por exemplo, a herança de nicho de Odling-Smee apenas distingue as mudanças do meio que são provocadas por ações biológicas e, portanto, ligadas a algum genótipo (e.g., a terra arada por formigas, a fixação de nitrogênio por bactérias, a construção de tocas por grandes mamíferos) das mudanças abiológicas (e.g., erupções, terremotos). Reconhecer que os organismos são agentes modificadores do meio com implicâncias para os demais é válido, mas no aspecto funcional isso não altera em nada a forma em que entendemos a construção do fenótipo. Outros capítulos são mais práticos em suas aplicações e desafio de conceitos, como o reconhecimento da natureza multivariada dos "fitness landscapes", e o desafio aos "dogmas" da genética por Jablonka & Lamb, de uma forma até mais clara e convincente que no próprio livro "Evolução em Quatro Dimensões". No final, sou favorável à opinião de que uma extensão da síntese é necessária. Não se trata de uma atualização dos conceitos, nem algo que altere profundamente a forma que vemos boa parte dos fenômenos já explicados, mas que limita o potencial de hipóteses que podemos formular para explicar a biodiversidade. Da mesma forma como Darwin fez uma síntese do conhecimento ao propor a Evolução por seleção natural em 1859, e da mesma forma que os proponentes da Síntese Moderna a fizeram 60 anos atrás. Em outras palavras, a revolução darwiniana nunca teve fim.

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