Empreendedorismo na veia
O livro foi escrito em 1989, são vinte e sete oito* anos separando a escrita do livro do momento desta resenha. A Apple não é mais a mesma, muita coisa mudou de lá para cá. O mercado mudou. Nesses quase trinta anos, a equipe é praticamente outra. Mas o que impressiona é que as técnicas listadas por Kawasaki, adotadas pela empresa em seu posicionamento de mercado, são mais atuais do que nunca. "Essa é uma máquina mortífera, listada na Fortune 500, que existe para aumentar a riqueza de seus acionistas. Se você pode ajudar os acionistas, talvez até consiga ajudar a si mesmo." É uma visão de mercado que pouco vemos no Brasil e quando adotada, é mal vista por ser tipicamente capitalista. Preza-se pelos resultados, pela competência e em nenhum momento ouve-se falar de protecionismo. Caso clássico foi a demissão de Steve Jobs da própria empresa, da qual era fundador. Há uma frase muito interessante que é praticamente o cerne da história, citada em diversas passagens. Kawasaki diz que o jeito Macintosh é “fazer a coisa certa e fazer as coisas da maneira certa”. A princípio, parece um pleonasmo, mas ela vai sendo aplicada e explicada em cada capítulo, reservado a tratar de um tópico específico (de vendas a pós vendas, qualidade do produto, marketing, entre outros). No final, é fácil entender o que ele quis dizer e tudo começa a fazer sentido. (resenha completa no blog)

