Sim! Uma artista mulher no meio dos impressionistas! Berthe Morisot não se resignou a ser apenas uma modelo de Manet, Degas e outros (que passam de alguma forma pela história com descrição de várias obras de arte!). Nesse livro, A solidão do amor, A bela da luz, como era chamada, vai direcionar a própria vida num momento em que uma mulher solteira era confundida com prostitutas no Café Guerbois (século XIX França). Incialmente ela decide não se casar para se dedicar totalmente à arte, até encontrar seu outro grande amor Eugène Manet, irmão de Édouard Manet (O pintor de Olympia). Se os artistas homens passaram dificuldades para enquadrar essa nova forma de arte que buscava novamente a natureza, Berthe deu uma nova face a si mesma. Ela não só pintou, como organizou e participou de exposição dos impressionistas, que foram incialmente ridicularizados. Berthe Morisot, aprendeu com Baudelaire (e com a vida) que antes de tudo precisava ser ela mesma e não foi à toa que manteve seu nome de solteira como artista.






