A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora -

    Gregório Duvivier

    7Letras
    2011
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788575777879
    Português Brasileiro

    Gregório Duvivier, mais conhecido pelo seu trabalho como ator, estreia agora como poeta. Seu talento para o humor, já posto à prova nos palcos e na tela, se imprime também nas páginas de A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. No livro, esse humor apresenta uma riqueza de nuances, indo do lúdico ao cáustico. Em outros momentos o autor nos brinda com um "delicado toque lírico", como define Paulo Henriques Britto. Ainda há espaço para brincadeiras com a poesia visual, como nos poemas a régua e esquadro. O ecletismo característico da nova geração de poetas brasileiros está presente em A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. A multiplicidade de referências e os jogos com a linguagem e a forma são traços marcantes dos poemas de Gregório.

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    Vanessa Gagliardi picture
    Vanessa Gagliardi20/09/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Já conheceia Gregório Duvivier, o humorista. Me deliciei com sua peça "Z.É.", mas não conhecia esse outro lado artístico do ator. Gregório utiliza de sua veia humorística para dar vida também aos seus poemas. O soneto "Receita para um dálmata" é divertidíssimo e arrancou gargalhadas da plateia durante sua declamação no SESI. Porém, nem só de humor é feito "A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora". Algumas de suas poesias são românticas, delicadas, como "Soneto prático para a despedida". É livro fino, fluido, de gostos leitura. Parafraseando Paulo Henriques Britto na orelha: "Em todas as peças do livro, evidenciam-se uma inteligência viva e um bom domínio da técnica do verso, que fazem de 'A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora' uma bela estreia." Receita para um dálmata (ou Soneto branco com bolinhas Pretas) Pegue um papel, ou uma parede, ou algo que seja quase branco e bem vazio. Amasse-o até que tome forma de um animal: focinho, corpo, patas. Em cada pata ponha muitas unhas e em sua boca muitos dentes. (Caso queira, pinte o focinho de qualquer cor que pareça rosa). Atrás, na bunda, ponha um fiapo nervoso: será seu rabo. Pronto. Ou quase: deixe-o lá fora e espere chover nanquim. Agora dê grama ao bicho. Se ele rejeitar, é dálmata. Se comer (e mugir), é uma vaca que tens. Tente outra vez.

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